02 de março, de 2018 | 15:19

Desculpas

Divulgação
Hoje venho publicamente pedir desculpas a você, que estava defendendo o time adversário. Peço desculpas por ter feito gols em sua equipe, e tomo esta decisão porque agora não podemos mais vibrar, extravasar, comemorar ou tomar qualquer atitude de alegria, pois isto gera ódio e violência dentro das quatro linhas e vai a se refletir entre os torcedores, aqueles que ficaram alegres e outros que se sentiram tristes, pois o gol fez com que a sua equipe fosse derrotada.

Quero pedir desculpas por passar tão perto do banco de reservas de sua equipe com minha alegria, por ter decidido uma partida, porque tirei a camisa em minha vibração, por ter corrido junto a torcida do meu time e você não entender a minha alegria, e por acreditar que o gol é o maior momento de uma partida de futebol, é aquela hora em que colocamos para fora todos os sentimentos à flor da pele, para que possamos desfrutar desta alegria com o meu torcedor e meus amigos de equipe.

O ódio está aflorando em todos os segmentos da vida, seja no carnaval ou no futebol, e às vezes até nas igrejas e templos, pois parece que o ser humano não consegue compartilhar as alegrias de seus semelhantes.
Kléber Gladiador, do Coritiba, foi punido por vibrar e extravasar neste momento. No clássico Ba-Vi, por um jogador ter comemorado o gol, houve uma guerra campal provocada pelos jogadores do Vitória.

O jovem Vinícius, do Flamengo, vibrou com o seu gol contra o Botafogo e até a diretoria se sentiu ofendida, por isso não liberou o estádio Nilton Santos, construído com dinheiro público, para que houvesse a final da Taça Guanabara, e as equipes foram decidir no Espírito Santo.

É preciso que a CBF, Federações e a Comissão de Arbitragem alertem os jogadores, que não poderão mais vibrar quando marcarem gols nas partidas pelo país afora, e sim, pedir desculpas ao adversário. Ou é preciso que os jogadores tomem uma atitude em forma de protesto, para que o esporte volte a ser um jogo de confraternização entre pessoas.

É preciso repensar o que estamos fazendo em um mundo onde impera o ódio entre as pessoas, em todos os segmentos. Se não tomarmos uma atitude séria, estaremos fadados a terminar com tudo o que foi plantado de bom para que o mundo pudesse ser melhor para os nossos filhos.

CLÁSSICO
Amanhã, as 11h, Atlético e Cruzeiro estarão em campo para o primeiro clássico da temporada entre os dois, um jogo que matematicamente não significa muita coisa, pois o Cruzeiro já está classificado, e chegando à final vai decidir em casa. Mas vai prevalecer a rivalidade entre as duas maiores equipes do futebol mineiro.

O Cruzeiro vem de uma derrota para o Racing, na Taça Libertadores da América, e o Atlético vem de uma vitória na Copa do Brasil, sobre o Figueirense. As duas equipes precisam se acertar e o campeonato estadual é uma oficina para que isto possa ser feito.

Do lado cruzeirense, percebe-se que as bolas altas são as dificuldades encontradas, como foi na partida da Libertadores, mas o time tem um meio-campo e um ataque muito forte, que pode fazer a diferença.

Pelo lado atleticano ainda há muita coisa a ser feita. O treinador Tiago Larghi tenta definir a sua equipe, precisa acertar os três setores e definir quem são os titulares. Diante disso, deverá mandar a campo uma equipe com três zagueiros, para tentar conter o ímpeto do time celeste.

Será uma partida interessante para os dois treinadores colocarem as equipes nos eixos e se armarem para partidas mais importantes. O Cruzeiro precisa pensar na Libertadores, na partida que fará em casa, precisando de uma vitória para não correr riscos desnecessários. O Atlético precisa montar a equipe para pensar em conquistas importantes na temporada.

AMADOR
Atletas e dirigentes, continuam aguardando as providências para que o futebol amador do Vale do Aço volte a movimentar a região. Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo já deram a arrancada, com a indicação dos diretores, e começam a buscar novos patrocínios para que o esporte amador continue sendo o carro-chefe, que dá oportunidade aos jovens talentos e aos adultos, sem falar nos veteranos que já foram os jovens que fizeram a história do futebol.

Em Ipatinga, a Nippon Steel Sumitomo deverá continuar patrocinando o futebol, carecendo ainda de sacramentar o acordo. É importante também continuar a ter um bom relacionamento com a Usiminas, o que permitiria continuar recebendo o patrocínio da empresa, que vem realizando um grande trabalho no esporte, apostando nos jovens talentos e também no futebol profissional da região, patrocinando o Ipatinga e o Social de Coronel Fabriciano.

LEMBRANÇAS
Gerson Laranjo, que durante muitos anos foi atleta e dirigente do Esporte Clube Cidade Nobre, tendo uma participação importante na vida do clube, principalmente na categoria de veteranos.

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