Servidores administrativos do sistema prisional iniciam greve

Paralisação será por tempo indeterminado, até que o governo apresente uma proposta de melhoria salarial, avisam sindicatos

Os servidores técnicos e administrativos dos sistemas prisional e socioeducativo de Minas Gerais fazem greve a partir desta segunda-feira (26) para pedir aumento de salário para o governo estadual.

O grupo vai fazer protestos em vários locais – incluindo um pela manhã na avenida João Valentim Pascoal, em frente ao Centro Socioeducativo, no Centro de Ipatinga.

O objetivo do protesto é cobrar o cumprimento de um acordo com o estado para equiparar seus vencimentos aos de demais agentes administrativos da segurança pública (polícias Civil e Militar).
Arquivo DA


Agentes prometem fazer uma mobilização na manhã desta segunda-feira, em frente ao CSE, em Ipatinga


Uma lista divulgada pelas redes sociais pelos sindicatos que representam a categoria, indica 105 presídios e centros de internação de adolescentes infratores, onde agentes confirmaram participarão da mobilização. Segundo o diretor do Sindpúblicos, Geraldo Henrique, a adesão prevista é de 90%. Serão mantidos apenas os 30% exigidos por lei na área de saúde.

A greve abrange profissionais que trabalham na recuperação de presos, como psicólogos, assistentes sociais, pedagogos, advogados e técnicos da área administrativa. Segundo o diretor do Sindpúblicos, a mobilização é porque o governo de Minas havia prometido uma equiparação dos salários desses profissionais com outros da área de segurança que foram contemplados com reajustes da gestão anterior. O salário médio desses funcionários é de R$ 1.050 para nível médio e R$ 2.298 para quem tem curso superior.

Outro diretor do sindicato, Hugo Barbosa de Paulo, informou que os servidores vão protestar com faixas e muito barulho em frente ao presídio de Ribeirao das Neves. “Sabemos que o governo está impedido de dar aumento por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal mas outras categorias estão recebendo um auxílio. Receber esse adicional nos aliviaria até o cumprimento do acordo”, disse. O adicional (ajuda de custo) é de R$ 85 a R$ 105, segundo o sindicato.

O governo de Minas foi procurado por meio da Secretaria de Administração Prisional mas ainda não retornou. (Com informações de agentes, em contato com o Diário do Aço e do jornal Estado de Minas)
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