24 de fevereiro, de 2018 | 12:20

" Não é não ” - A intervenção O que fica?, chega a Coronel Fabriciano

Artista plástica e pesquisadora fabricianense promove intervenção artística em que alerta sobre a violência sexual contra a mulher

Divulgação
Artista plástica e pesquisadora promove intervenção artística em que alerta sobre a violência sexual contra a mulherArtista plástica e pesquisadora promove intervenção artística em que alerta sobre a violência sexual contra a mulher

A Praça da Estação, em Coronel Fabriciano, recebeu neste fim de semana a intervenção artística “Não é não” que, desde a semana passada, tem chamado a atenção em Ipatinga. A intervenção de arte urbana tem o viés de gritar contra a violência sexual da mulher. Um varal com roupas manchadas em tinta vermelha, para simbolizar o sangue, um cartaz com uma notícia de um estupro e a frase “Não é não”, alertam que as mulheres não querem sofrer com a violência sexual.

Começou em um ponto de ônibus, no bairro Cariru , em Ipatinga, local onde uma jovem de 20 anos foi atacada por dois homens em um carro na noite de sábado de Carnaval, e foi estendida para a Praça 1º de Maio e proximidades do Campo do Bigode, no bairro Veneza, em Ipatinga. Na sexta-feira (23), a manifestação chegou a Coronel Fabriciano.

Em entrevista ao Diário do Aço, a autora da intervenção urbana, a artista plástica e pesquisadora fabricianense Denise Maria, afirma que ficou surpresa com a reação das pessoas diante da instalação de arte crítica. “Estava receosa que nem sequer iria consegui fazer, no Cariru, por exemplo. Mas penso que o resultado é positivo na medida em que o jornal publicou a informação e antes mesmo as pessoas já compartilhavam nas mídias sociais. A arte também tem esse viés, de levantar um questionamento, uma reflexão, muito embora as pessoas acreditem que arte seja apenas entretenimento”, afirma.

Denise Maria conta que, tanto no Cariru quanto na Praça Primeiro de Maio, algumas pessoas que passavam ao se deparar com a intervenção, disseram que era importante fazer essa iniciativa. “Fiquei surpresa. Na Praça Primeiro de maio, inclusive, teve umas quatro mulheres que ajudaram a montar o varal. Uma já estava na praça e as outras estavam passando e vieram ajudar. E o que mais me surpreendeu é que o varal permaneceu por dias, nos locais onde foi instalado”, ressaltou.

Denise disse que decidiu montar a intervenção a partir da notícia do estupro no bairro Cariru. “Sabemos que esse caso foi denunciado à polícia e veio à tona, mas também sabemos que há muitos casos que ficam escondidos. Não viram notícia, não são investigados e as mulheres sofrem caladas essa agressão que, uma das piores que um ser humano pode enfrentar”, resume.



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Comentários

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Carla Gomes

26 de fevereiro, 2018 | 10:19

“Os bandidos que estupraram a mulher no Cariru foram presos? Cadê a investigação do caso?”

Didi

25 de fevereiro, 2018 | 15:45

“Se estivesse na igreja duvido que sofreria estupro.”

Werder

25 de fevereiro, 2018 | 11:23

“Quero saber cadê a prisão das porras dos estupradores filhos de papazinhos até hoje nada ne Polícia.”

Só Observo

24 de fevereiro, 2018 | 20:08

“Só existe um protesto que vai resolver. Começar a queimar essa gente a torto e a direito, como era antigamente. Bandidagem só conhece uma filosofia - repressão.”

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