24 de fevereiro, de 2018 | 09:10
O ressurgir da nossa Força
Luiz Carlos Miranda *
No início de 2016, a Usiminas, que mantêm operações em diversos estados do país, especialmente em Ipatinga e Cubatão, atravessou momentos dramáticos. Endividada e sem recursos em caixa para dar continuidade às suas operações, a companhia, que sempre foi considerada um dos principais símbolos da indústria do aço no Brasil, esteve muito próximo de entrar em recuperação judicial.Diante de um permanente e lamentável processo de demissões ao longo de todo o ano de 2015 e que se estendeu até meados de 2016, transformou a vida de inúmeros trabalhadores e de suas respectivas famílias num calvário de desespero e incertezas. Processo este que chegou a atingir a economia local dos municípios de Ipatinga e todo o Vale do Aço, e de Cubatão, na Baixada Santista.
As disputas judiciais protagonizadas pelos dois principais acionistas da Usiminas nos últimos três anos, contribuíram para que as dificuldades que já eram gigantes se tornassem quase que determinantes para um trágico fim dessa que se tornou a Fênix da siderurgia nacional.
Atitudes impensadas transpuseram o limite da tolerância, da inteligência e do bom senso. Extremamente nocivas ao clima organizacional da empresa, minaram a motivação, a esperança e o sentimento de fé daqueles que assistiam atônicos uma empresa a qual se dedicaram ou mesmo se dedicam até os dias de hoje, definhar rumo a um irrecuperável colapso administrativo e financeiro.
Ainda que poucos saibam, estive reunido por diversas vezes com japoneses e ítalo-argentinos buscando contribuir na formatação de uma proposta, capaz de pacificar a relação corporativa, de forma a gerar tranquilidade e novas perspectivas aos trabalhadores, fornecedores, credores e o mercado mundial do aço.
Estive no México, na Argentina e na Itália tentando demover os ítalo-argentinos de posições extremistas e radicais. Reuni-me com os dirigentes japoneses da Nippon Steel em Ipatinga, Belo Horizonte e São Paulo por diversas vezes buscando entender melhor o que eles de fato desejavam com essa interminável disputa pelo poder.
Enfim, após três anos de turbulência, a empresa, tal qual uma Fênix, começa a vislumbrar um novo ciclo. A Usiminas terminou 2017 no azul. No ano passado, a siderúrgica mudou o prejuízo de R$ 577 milhões, registrado em 2016, para um lucro líquido de R$ 315 milhões. A receita líquida da companhia subiu 27%, para R$ 10,734 bilhões.
Além de deixar a crise para trás, em 2018 a Usiminas também comemorou um acordo há muito tempo esperado entre as sócias controladoras, Ternium/Techint e Nippon Steel, firmado no início de fevereiro, encerrando assim uma das maiores disputas societárias já vistas no Brasil.
Esse resultado foi possível graças ao empenho dos funcionários, do comando firme do presidente Sergio Leite e de toda a diretoria, que sempre contou com apoio incondicional do Conselho de Administração. Hoje, comemoramos todos. Temos nossa história de vida forjada no ceio dessa empresa nacional, com uma cultura desenvolvimentista invejável, que formou, ao longo de toda sua história, uma nação de trabalhadores exemplares, comprometidos com a mais sublime essência do bem comum. Venceu o bom senso! Ganhamos todos: o Vale do Aço, a Baixada Santista, Minas, São Paulo e o Brasil. #ForçaUsiminas
* Advogado e representante dos trabalhadores e aposentados no Conselho de Administração da Usiminas.
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Jorge Silva
02 de março, 2018 | 09:19Luiz Carlos é muito cara de pau; dilapidou o patrimônio do sindicato dos metalúrgicos de Ipatinga.”