Skinheads acusados de tentar matar punk em BH vão a júri popular

Três acusados, acompanhados de mais duas pessoas que não foram identificadas, desferiram pontapés e socos na vítima

Angelo Pettinati


Três acusados, acompanhados de mais duas pessoas que não foram identificadas, desferiram pontapés e socos na vítima
A Justiça determinou que um trio de skinheads acusados de espancar um integrante de um grupo “punk” no Centro de Belo Horizonte, vá a Júri Popular. A decisão é da juíza sumariante do 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, malin Aziz Sant’Ana, e foi publicada no Diário do Judiciário eletrônico (DJe) de hoje, 19 de fevereiro.

Segundo a denúncia, oferecida à Justiça em março de 2015, os três acusados, acompanhados de mais duas pessoas que não foram identificadas, desferiram pontapés e socos na vítima, que estava sentada na mureta de um bar, na Rua São Paulo, no centro de Belo Horizonte, em 28 de março de 2010. Ainda de acordo o Ministério Público (MP), o motivo do espancamento foi o fato da vítima pertencer ao grupo dos punks, considerados rivais dos skinheads.

A mãe da vítima contou que o filho ficou internado por mais de dois meses, sendo 31 dias no Centro de Terapia Intensiva (CTI). Contou também que o espancamento causou-lhe sequelas na fala e problemas motores, e disse que o filho tem convulsões por conta das pancadas na cabeça.

Os três acusados negaram o envolvimento na tentativa de homicídio. Mas testemunhas presentes no local do crime confirmaram a participação dos acusados e de mais duas pessoas que não foram identificadas. A vítima também relatou que conhecia os agressores de “fama” e que viu quando eles atravessaram a rua vindo em sua direção.

Na decisão que determinou que os réus sejam julgados pelo Tribunal do Júri, a juíza malin Aziz Sant’Ana reconheceu os indícios de autoria dos acusados e destacou a presença de provas nos autos que apontam que Donato, Popoto e Phill foram os autores da tentativa de homicídio.

Em relação às qualificadoras, a juíza manteve o pedido do MP, pronunciando-os por tentativa de homicídio, com motivo torpe, meio que impossibilitou a defesa da vítima e por meio cruel.

As partes podem recorrer da sentença de pronúncia.

(Com informações: O Tempo)
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