Choram... mas vendem...

Wagner Penna e as novidades e ti-ti-tis do mundo fashion

COMPENSAÇÃO
A Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT) divulgou o bom desempenho do setor no ano passado, crescimento em torno de 4%. Em algumas empresas de confecção houve crescimento de até 45%. Diante destes números, procuramos alguns empresários do setor para nos explicar o ‘fenômeno’, já que o chororô era geral até o meio do ano.

Explicação: houve uma ‘reposição das perdas’ dos anos anteriores e uma expansão natural para preencher o buraco deixado pelos que fecharam as portas. Algo tão grande que nem as importações do setor - que continuam a acontecer em grande escala - conseguiram atrapalhar. Ah, bom!

Divulgação


A domadora no carnaval, usando kit da Blue Man
ARTESANAL
A semana da moda em sapatos & bolsas foi ao ar, em São Paulo, durante a Couromoda e outras iniciativas para vender o inverno 18 aos lojistas. Além das esperadas botas e botinhas, também foram vistos os saltos mais grossos. Os tecidos também ganham espaço que antes era do couro. Os detalhes em metais, continuam valorizando tudo.

Mas as peças estão com aspecto mais artesanal. Isso é um bom sinal, pois justo esse aspecto é que faz o diferencial e evita que a mulher esteja calçando um ‘uniforme fashion’ no frio. Cada marca caprichou o mais que pode para conquistar o cliente.

CROQUIS
Uma circulada pelas poucas lojas que ainda vendem tecidos à metro para quem faz boa moda levou à descoberta de uma outra preciosidade: a profissão de estilista de loja ainda existe. Até os anos 80 isso era algo abundante, mas foi acabando com o crescimento da moda pronta-para-usar.

Uma pena, porque muito estilista bom nasceu dessa dedicação diária à criação e ao conhecimento técnico sobre o assunto. Felizmente, alguns ainda estão na ativa e valorizando o bom traço dos croquis, algo que a nova geração desconhece, uma prática diária de fazer moda e destacando o talento de quem realmente o possui. Vamos em frente.

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VAIVÉM
* O Carnaval vem chegando e não são apenas os figurinos que preocupam os foliões & foliãs. A segurança para sair pela rua dançando também. Para isso, algumas marcas - como a Soleah - lançaram bolsas pequenas com alças bem longas e feitas em couro e cordas, que podem ser entrelaçadas no corpo. Mais seguro, impossível. ***

* A semana de apresentação do preview inverno 18 das confecções instaladas em Beagá está a todo vapor. Começa neste dia 22 e vai até o fim do mês. Com as boas notícias chegadas da Couromoda, um termômetro tradicional de vendas no mercado), a turma está pra lá de animada. Amém! ***

* Enquanto os showrooms das marcas se preparam para receber lojistas para a primeira incursão invernal na pronta-entrega, suas proprietárias e estilistas preparam as malas para a viagem de pesquisas para o alto-inverno e o verão 19. Muitos aproveitarão o carnaval precoce, de 9 a 13 de fevereiro, para viajar ao eixo Europa/EUA. ***

PONTO FINAL - A moda carioca, por acaso, acabou encontrando uma saída para seu ‘bloqueio fashion’. Depois de tentar feiras, shows e mais ligados ao setor, sem sucesso, suas marcas estão criando, espontaneamente, coleções para o Carnaval, com o toque alegre local.

Sucesso total e uma sinalização de que a moda de lá, que anda muito caída, pode ter sua saída em lançamentos feitos em janeiro. Afinal, além de ser verão, também é véspera de carnaval.
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