18 de janeiro, de 2018 | 14:30
Minas não pode retroceder
Adriano Pinho
Nos últimos três anos, desde que assumiu as operações do Aeroporto Internacional de BH, a concessionária BH Airport tem desenvolvido o seu planejamento voltado a conectar de forma cada vez mais rápida, fácil e econômica, todos os mineiros. Nesse período, os passageiros de Ipatinga passaram a contar com um voo direto entre o município e a capital e, assim acessar mais de 40 destinos no Brasil, além das ligações para Buenos Aires, Lisboa, Miami e Panamá.
Mas esse projeto, que vem sendo bem-sucedido na opinião dos próprios passageiros, corre um sério risco com a decisão do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, publicada em outubro do ano passado, de autorizar a volta dos voos regulares para o Aeroporto da Pampulha.
Ao desrespeitar a real vocação da Pampulha para a aviação regional e executiva, condição estabelecida à época do leilão de concessão, a medida poderá elevar a ociosidade dos terminais, condição que foi verificada nos anos de 1990. Retirar passageiros do Aeroporto Internacional de BH terá como consequência direta a redução da oferta de destinos, conexões e o inevitável aumento dos preços das passagens áreas.
E quem pagará a conta é o passageiro.
Diferentemente do que tem sido apresentado por alguns segmentos da sociedade, a operação de mais um aeroporto na região metropolitana de BH não será benéfica. De acordo com estudos internacionais, a operação de dois aeroportos na mesma região metropolitana só é viável quando a movimentação anual supera os 35 milhões de passageiros por ano.
Em Belo Horizonte essa movimentação atualmente gira em torno de 10 milhões a 12 milhões de passageiros por ano.
A BH Airport promoveu uma das maiores transformações pelas quais o Aeroporto já passou desde a sua inauguração há 33 anos, que incluíram a ampliação da capacidade de movimentação para 22 milhões de passageiros por ano, além de aproveitar uma das principais vantagens competitivas do Estado, a sua localização privilegiada em relação a outros Estados do País, e privilegiar a essência de Minas.
São conquistas que beneficiam a maior parte da população de nosso Estado, capazes de induzir o desenvolvimento, gerar empregos qualificados e inserir o Estado definitivamente na economia do século XXI.
Minas não pode retroceder e assistir este desenvolvimento ser transferido para outros Estados. Merecemos um Aeroporto condizente com a nossa importância e dimensão econômica na economia do Brasil.
Adriano Pinho é diretor-presidente da BH Airport, concessionária do Aeroporto Internacional de BH.
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