23 de dezembro, de 2017 | 08:00

Presos na Operação La Catedral, do Gaeco, têm temporárias convertidas em prisão preventiva

Entre denunciados estão mãe e filha que atuavam na “sangria” de dinheiro na arrecadação do tráfico

Divulgação
Organização Criminosa “CLD” tinha até marca em pacotes de maconha Organização Criminosa “CLD” tinha até marca em pacotes de maconha


Um total de 17 pessoas de Coronel Fabriciano, investigadas na Operação La Catedral, foram denunciadas por crimes diversos, sendo o principal delito, o tráfico de entorpecentes. A operação foi desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Ipatinga, no dia 22 de novembro passado, e recebeu o nome em referência ao traficante colombiano Pablo Escobar, que comandava o tráfico de drogas mesmo encarcerado na prisão chamada La Catedral. Também no caso investigado em Coronel Fabriciano, há suspeitas de envolvimento de agentes penitenciários. Em um primeiro momento, os servidores do estado não foram denunciados, mas o Gaeco confirma que ainda são investigados.

Na denúncia, Eliel Paulino da Costa é apontado como o “comandante” da organização criminosa, pois direcionava e supervisionava a ação dos demais denunciados. “Eliel era o responsável por adquirir grandes quantidades de entorpecentes dentro e fora do Estado de Minas Gerais e, em seguida, repassar os narcóticos para armazenamento, distribuição e venda, no município de Coronel Fabriciano, pelos outros autores”, enfatiza a denúncia.

Procurados
Dois dos investigados estão foragidos: Mateus Antônio da Silva Brandão, e Matheus Carlos Ferreira. Fontes do Gaeco confirmaram ao Diário do Aço que os dois são procurados e, quem tiver informações pode denunciar via telefone 190, da Polícia Militar ou disque-denúncia unificado 181.

Conforme o Ministério Público, Matheus Ferreira e a namorada atuavam como “olheiros” do tráfico, noticiando a aproximação de equipes policiais e também guardavam e comercializavam drogas no varejo para o esquema criminoso. O outro é apontado na denúncia com a função de cooperação – associado a outros denunciados – fazendo o transporte de drogas e monitoramento de presença de policiais.

Entre os 17 denunciados chama atenção a associação de duas mulheres, a mãe, de 43 anos, atuava com a filha, de 18 anos, no comércio de entorpecentes. A jovem é namorada de um dos denunciados por tráfico, Matheus, que está foragido. As investigações apontam que as duas ocupavam um cargo de confiança no grupo. Eram responsáveis pelo recolhimento do dinheiro obtido por outros revendedores de drogas.
Com prisão preventiva decretada, Mateus Antônio e Matheus Carlos estão foragidos Com prisão preventiva decretada, Mateus Antônio e Matheus Carlos estão foragidos

Betim
A queda da organização criminosa nas mãos da polícia começou quando Eliel foi preso em flagrante, em 1º de agosto de 2017, na cidade de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ele transportava em seu carro cerca de sete quilos de maconha, entorpecente que trazia uma imagem do personagem Incrível Hulk. As investigações apontaram que a droga tinha Coronel Fabriciano como destino. Quando foi preso, Eliel apresentou a identidade falsa de Luís Carlos Pinto Ramalho Filho, farsa que foi desmontada pela polícia em seguida.

No dia da prisão, estava em sua companhia Marcos Vinicius dos Santos, de 31 anos. Marcos, o Gago, também chamado pelos integrantes do grupo criminoso como “patrão” e “delegado”. Para a polícia, era o número dois da organização e braço direito de Eliel. Recambiados para o presídio de Coronel Fabriciano, mesmo encarcerados os dois mantiveram a organização criminosa em funcionamento e, a julgar pelas provas, buscando o entorpecente na mesma fonte que gerou a prisão deles em Betim.

Operação
A operação foi desencadeada no dia 22 de novembro quando foram cumpridos mandados de busca, apreensão e prisão . Além da prisão de membros da quadrilha, policiais recolheram cerca de seis quilos de maconha embaladas com a imagem do Incrível Hulk e com a inscrição “CLD Organização Criminosa”. Para o Gaeco, CLD é a abreviatura do bairro Caladão, onde o entorpecente era armazenado e de onde era distribuído a outros bairros da regional.

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