Prefeitos discutem em Ipatinga a construção de aterro sanitário regional

A estimativa é que o projeto e execução do aterro sanitário regional consumam recursos da ordem de R$ 6 a 7 milhões, englobando também uma usina de beneficiamento de lixo

Secom PMI


A reunião de municípios ligados ao Consórcio foi realizada na manhã desta quinta-feira, na Prefeitura de Ipatinga
Prefeitos e assessores de primeiro escalão de 11 municípios da região estiveram reunidos na manhã desta quinta-feira (14), na Prefeitura de Ipatinga, para definir a adesão ao projeto de construção de um aterro sanitário regional, que deverá ser oficializada ainda neste mês de dezembro.

Participam da discussão os municípios ligados ao Consórcio Intermunicipal Multifinalitário do Vale do Aço (CIMVA): além de Ipatinga, Córrego Novo, Pingo D’Água, Santana do Paraíso, Bom Jesus do Galho, Belo Oriente, Naque, Periquito, Braúnas, Joanésia e Mesquita.

O prefeito Sebastião Quintão foi representado na Reunião Extraordinária do CIMVA pelo secretário municipal de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), Gilmar Luciano Alves.

Um dos articuladores do encontro, o secretário executivo da Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Aço (Amva), Albson Alvarenga, enfatizou que antecedendo a obra pretendida deverão ser realizados estudos de viabilidade técnica e projetos.

A construção deve ser bancada com recursos da mineradora Samarco, destinados especificamente a projetos de resíduos sólidos, por meio da fundação Renova. Os investimentos, a partir de janeiro do próximo ano, são parte das medidas compensatórias decorrentes do rompimento, em 5 de novembro de 2015, da barragem de Fundão, em Mariana, que acumulava rejeitos de mineração, atingindo 230 municípios ligados à Bacia Hidrográfica do Rio Doce nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

Controlada pela Samarco, a barragem que se rompeu e gerou um dos mais graves acidentes ambientais da história do país, é um empreendimento conjunto das maiores empresas de mineração do mundo, a brasileira Vale S.A. e a anglo-australiana BHP Billiton.

A estimativa é que o projeto e execução do aterro sanitário regional consumam recursos da ordem de R$ 6 a 7 milhões, englobando também uma usina de beneficiamento de lixo. Para se valer deste benefício, todos os municípios devem se empenhar também pela implantação de sua coleta seletiva.

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