30 de novembro, de 2017 | 11:47

Comerciantes do Parque Ipanema esperam decisão judicial

Com prazo limitado a essa quinta-feira, proprietários de barracas estão reunidos

Alex Ferreira
Proprietários de barracas admitem que estabelecimentos precisam de padronização e saneamento e esperam que decisão da Justiça seja favorável e não tenham que deixar o espaço público onde trabalhamProprietários de barracas admitem que estabelecimentos precisam de padronização e saneamento e esperam que decisão da Justiça seja favorável e não tenham que deixar o espaço público onde trabalham


Os proprietários de barracas localizadas à margem da avenida Roberto Burle Marx, no Parque Ipanema, em Ipatinga, passarão o dia concentrados em uma área atrás dos estabelecimentos.

Mais cedo eles fizeram protesto. Hoje, dia 30 de novembro é o prazo limite estabelecido em notificação da Prefeitura de Ipatinga, para que deixem a área.

A decisão da administração municipal segue, inclusive orientação do Ministério Público, com o entendimento que os empreendimentos operam em condições precárias há muitos anos, sem saneamento básico, ocupam área de preservação permanente para exploração comercial, entre outras questões administrativas, conforme já relatou o Diário do Aço.

Como alternativa, o governo tem uma proposta de fechar o trânsito na avenida Roberto Burle Marx, para que sejam promovidos eventos culturais e comercialização de alimentos em barracas nos fins de semana e feriados.

Os comerciantes, entretanto, não concordam. Eles alegam que têm um projeto de padronização das barracas e insistem em permanecer no local. Ingressaram, inclusive com uma ação na Justiça, com pedido de liminar em um mandado de segurança, para evitar o despejo neste dia 30.

Antes de decidir sobre a liminar o juiz responsável pelo caso quer ouvir a administração municipal.


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Comentários

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Pedro

05 de dezembro, 2017 | 16:51

“concordo com léo !!! não tem que conversar mais, se tá errado, tem que corrigir, doa a quem doer. é a lei...'' ocupa area sem autorização.. isso também é corrupção meu povo... raiva de zé povin que só culpa politico..tá sujo desde cá de baixo, até lá em riba . Não em higiene sanitária, não tem agua tratada, não tem acessibilidade,não tem segurança...zona de guerra aquilo.. tô longe de frequentar o parque nesses moldes.. gostaria muito mas não dá..”

Julian

01 de dezembro, 2017 | 12:00

“Por incrível que pareça Leo você nunca sentou pra conversar com ninguém que trabalhe nesses comércios "ilegais", a prefeitura faz reuniões sempre com o mesmo intuito,que é a retirada e nada do que falam favorece a classe ,então não convém ir, nada de negociação só ditar o que querem e pronto,se fosse pra ouvir os comerciantes e tentar um acordo plausível que é o querem te comprovo que dar certo,o MP só quer que o lugar seja regularizado e não retirar já esta mais que conversado esse assunto.”

Léo

30 de novembro, 2017 | 14:37

“Existe um erro nessa reportagem. Eu li o documento. E o Ministério Público pediu a retirada, não a prefeitura. Isso já tem um tempo. Eles não compareceram a reunião para diálogo. E esse não comparecimento está também em uma matéria da prefeitura. Ocupar espaço público e pensar que vão ficar a vida toda ali, sem pagar impostos, aluguel, sem uma estrutura adequada é fácil Já passou da hora de adequar esse comércio ali. Não tem o mínimo de higiene adequada. Não tem se quer água potável para lavar os utensílios. O Ministério Público tem mesmo que intervir, já que muitas administrações se passaram e nada fizeram. Se querem trabalhar, compareçam a reunião, procurem um diálogo.”

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