25 de novembro, de 2017 | 06:00
Hoje tem a festa de valorização da cultura brasileira
A festa envolve toda a comunidade escolar e tem a parceria do Centro de Estudos da Cultura Ancestral Brasileira (CECAB)
Divulgação
Em sua 12ª edição, evento vai reunir mostras de trabalhos, oficinas e apresentações culturais
Neste fim de semana, a Escola Estadual Capitão Egídio Lima, situada no bairro Bromélias, em Timóteo, promove a tradicional festa de valorização cultura afro-indígena brasileira. Em sua 12ª edição, a iniciativa reúne mostras de trabalhos de alunos, oficinas de artesanatos e apresentações culturais. A festa envolve toda a comunidade escolar e tem a parceria do Centro de Estudos da Cultura Ancestral Brasileira (CECAB). As atividades serão desenvolvidas das 16h às 20h, na escola localizada na rua Manoel Samora.
Em sua 12ª edição, evento vai reunir mostras de trabalhos, oficinas e apresentações culturaisPara o encontro, os 495 alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, com os alunos da Educação Integral Integrada, vão apresentar números artísticos como roda de capoeira angola, boi-bumbá, catira, dança indígena, samba de roda e carimbó. O objetivo da iniciativa é promover a vivência dos alunos, pais e professores e também a comunidade com as raízes da cultura brasileira, com destaque para a africana e indígena, que nem sempre têm o mesmo destaque nos livros didáticos.
O evento é um compilado das atividades trabalhadas em sala de aula e a vivência na quadra esportiva onde os alunos aprendem capoeira angola, maculelê e outros. Toda a comunidade é convidada a participar. Durante todo o ano letivo nós buscamos interligar as atividades realizadas dentro e fora da sala de aula. E para as apresentações artísticas trouxemos para os alunos danças típicas da região que eles estão estudando”, diz Fernanda Mara, professora de educação física.
A programação da Festa da Cultural Brasileira conta ainda com bingo, pescaria, e praça de alimentação com pratos típicos de regiões brasileiras, alguns já previamente apresentados aos alunos. A minha turma ficou com a região Norte, e de tudo que nós estudamos o que eu mais gostei foi da culinária: a tia fez com a gente um bolo de mandioca que é uma delícia. E ainda vamos dançar carimbó, no sábado. É uma festa muito legal que eu e os meus colegas esperamos o ano todo”, conta, ansiosa, Lavinia Ferreira, aluna do 3º ano do ensino fundamental.
Sim à diversidade”
Primando pela cultura e arte em seu currículo a Escola Estadual Capitão Egídio Lima em mais de 30 anos, em parceria com o Centro de Estudos da Cultura Ancestral Brasileira /CECAB desenvolve o projeto Sim à diversidade”, com o objetivo de explorar em maior profundidade a consciência do aluno como ser de cultura, que acolhe a diversidade na escola e respeita às diferenças.
O Projeto Sim à Diversidade proporciona aos nossos alunos um empoderamento significativo em sua formação humana. As práticas culturais como brincadeiras infantis, danças, Capoeira Angola, percussão, catira e outras manifestações da cultura brasileira são oportunidades de desenvolvimento que dão suporte à aprendizagem dos conteúdos escolares. Faz a diferença em todos os momentos em nossa escola, pois confirma que o processo de construção coletiva fortalece a humanização de cada ser no correr da vida”, relata Maria Luiza Flor, diretora da Escola Estadual.
Oficina de Abayomi
O Movimento Paguh brechó, arte, coisas e tal, também está confirmado na Festa Cultura Brasileira da Escola Capitão Egídio. O projeto estará presente com o seu brechó itinerante, que tem como objetivo promover o consumo sustentável, comércio justo e permitir o acesso à moda criativa, com foco no feminino. O projeto também vai oferecer oficina de confecção de bonecas Abayomi.
Sem costuras, apenas com nós e tranças de retalhos de tecidos, a boneca Abayomi tem origem africana é um importante símbolo de resistência, tradição e poder do feminino. Para acalentar seus filhos durante as terríveis viagens a bordo dos tumbeiros, que realizava o transporte de escravos entre África e Brasil as mães africanas rasgavam retalhos de suas saias e a partir deles criavam pequenas bonecas, feitas de tranças ou nós, que serviam como amuleto de proteção.
Temas trabalhados:
1º ano: Brinquedo populares
2º ano: Influência das três raças na formação do povo brasileiro
3º ano: Região Norte
4º ano: A Amazônia
5º ano: Riquezas Mineiras
Educação Integral Integrada: Cultura Indígena
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