23 de novembro, de 2017 | 17:32
Vetos são derrubados em sessão da Câmara de Ipatinga
Vereadores derrubam vetos do prefeito Sebastião Quintão a projetos que visam mais segurança nas escolas e combate a violência doméstica
A Câmara Municipal de Ipatinga derrubou, em reunião ordinária realizada nesta quinta-feira (23), quatro vetos do prefeito Sebastião Quintão. Entre os projetos de lei vetados está o que torna obrigatória, aos estabelecimentos de educação infantil, a exigência de documento de identidade das pessoas que forem buscar os estudantes na escola, assim como autorização por escrito, quando estas não forem as responsáveis por eles.O Projeto de Lei 116/2017, de autoria do vereador Ademir Cláudio, tem como justificativa a facilitação do controle de quem entra e sai das creches e escolas da educação infantil em Ipatinga. Conforme o vereador, a exigência pelas escolas de documento das pessoas que não são os responsáveis pelas crianças garante mais segurança aos alunos, professores, pais e funcionários.
Este projeto surgiu após um fato ocorrido no dia 4 de agosto deste ano e que ganhou grande repercussão na imprensa. Um tio pediu que um desconhecido buscasse sua sobrinha na escola e ela desapareceu. Felizmente, depois de um tempo, a menina foi localizada na casa dessa pessoa. Mas a situação nos fez refletir sobre a importância da escola ter o controle de quem sai com as crianças da escola”, justificou Ademir Cláudio.
Outro veto do prefeito rejeitado pelo plenário era contrário ao Projeto de Lei 105/2017, de autoria do vereador Jadson Heleno. A proposição dispõe sobre a criação da Escola de Pais no município, com vistas a combater a violência doméstica por meio de um trabalho de fortalecimento dos laços familiares.
O projeto de lei prevê o estabelecimento de convênios entre o poder público municipal e entidades não governamentais voltadas à proteção das crianças e adolescentes. Entre as metas do trabalho estão: apoiar e orientar famílias cujos filhos estão em situação de risco pessoal por omissão ou abuso dos pais ou responsáveis; favorecer experiências de formas alternativas de resolução de conflitos; encaminhar a população alvo para cadastros oficiais de oportunidades de trabalho, devendo o poder Executivo firmar os convênios e parcerias com os demais entes federativos e ou a iniciativa privada para a consecução desses objetivos.
Os vereadores também derrubaram o veto parcial ao Projeto de Lei 99/2017, que dispõe sobre a obrigatoriedade de disponibilização de cadeira de rodas nos cemitérios de Ipatinga. Foi vetado no texto o artigo que tratava das sanções ao prefeito no caso do não cumprimento da lei. O projeto é de autoria do vereador Paulo Cézar Reis.
O quarto veto rejeitado pela Câmara foi aposto ao Projeto de Lei 92/2017, que dispõe sobre denominação de via pública no bairro Caravelas, sendo de autoria do vice-presidente do Legislativo, vereador Masinho. O parlamentar apresentou a proposta de denominar rua Aracruz, o logradouro que tem início em frente ao número 790 da rua Mossoró. Segundo a justificativa do veto, a rua Aracruz está localizada em área verde, não regularizada e também não possui infraestrutura.
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