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20 de novembro, de 2017 | 08:35

Escola Pedro Calmon promove a Noite Afro

Evento cultural de escola no Centro de Coronel Fabriciano integram as comemorações do Mês da Consciência Negra

Nesta terça-feira (21), a Escola Estadual Professor Pedro Calmon, em Coronel Fabriciano, pioneira no município e em desenvolver projetos junto à comunidade escolar, realizará a Noite Afro, evento cultural de culminância das comemorações do Mês da Consciência Negra. A programação está prevista para iniciar às 18h45, no Salão Paroquial Dom Lelis Lara, da Paroquia São Sebastião, e concluída no interior da escola.

O projeto tem como base a Lei 10.639, que versa sobre o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana. Ela cumpre o papel de ressaltar a importância da cultura negra na formação da sociedade brasileira.
Divulgação
Escola Estadual Pedro Calmon, uma das pioneiras no Vale do Aço Escola Estadual Pedro Calmon, uma das pioneiras no Vale do Aço


Mas, apesar de ter sido aprovada em pelo congresso em e sancionada pela presidência em 2003, ainda existe muita dificuldade nas escolas em trabalhar esse tema, em especial neste momento de político vivido pelo pais.

Amir José de Melo, professor de História da escola e idealizador e coordenador do projeto, explica que apesar do descaso da reforma do Ensino Médio com temáticas que trabalham a formação cidadã, incluindo logicamente as questões relativas a diversidade, como raça, religião, sexo, gênero, etc, em consenso, os professores da escola insistem em manter o trabalho, em especial os da área de humanas:

História, Geografia, Sociologia e Filosofia. Assim o projeto foi amplamente abraçado por todo seguimento do turno noturno, em atendimento aos alunos da Educação de Jovens e Adultos - Eja, do Ensino Médio, além da turma de Magistério.

Para isto, encontram apoio de Clariedi Rodrigues de Souza, supervisora pedagógica e vice-diretora do turno e equipe diretiva. O trabalho está sendo realizado em parceria com o grupo de teatro Rizoma, nas pessoas de Roberto Yokel do Nascimento, Edna Imaculada, Rosalva e Sonaly Torres. O roteiro da programação cultural é de responsabilidade de Lourdes Paiola Garcia da Silva e tem Tamires Araújo Castro como assistente da coordenação geral, ambas em trabalho voluntário.

“O trabalho é muito importante para professores, alunos e outros segmentos da comunidade escolar. Tem entre outros objetivos, resgatar e valorizar nossa herança africana, tão forte quanto desprezada, em detrimento da histórica imposição dos valores da cultura europeia e mais recentemente, os valores estadunidenses”, divulga a organização.

“Ao mesmo tempo oportuniza o debate a reflexão sobre as questões de racismo e preconceito sofrido por afrodescendentes e seguimentos sociais negros. Destacam-se as religiões de matriz africana e os recentes episódios divulgados na imprensa, de violência sofrida por seguidores destas praticas em diversos lugares do Brasil”, acrescentam os professores em nota enviada ao Diário do Aço.

Programação:

Terça-feira (21)
18h45: Recepção aos alunos, professores e convidados, por grupos de religiões de matriz africana
19h Abertura pelo Grupo de Cultura Negra, de Ipatinga - Grucon
19h10: Roda das pretas, atividades quer reúne 7 mulheres escolhidas, que farão um relato público das dificuldades que tiveram para alcançar sucesso profissional, sendo mulheres e sendo negras.
20h25: Jantar com cardápio recheado de iguarias da cozinha africana.
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Comentários

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Real Realidade

20 de novembro, 2017 | 13:19

“Que tal a gente focar na cultura do Brasil ao invés de cultura de outros lugares que não deram muito certo?”

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