19 de novembro, de 2017 | 09:00
Diretor da Usiminas Mecânica afirma que empresa opera com 15% da capacidade
Mesmo diante das dificuldades, o diretor Heitor Takaki ainda é otimista em relação ao futuro da empresa e do mercado
Wôlmer Ezequiel
Usiminas Mecânica ainda não conseguiu encontrar uma forma de sair da crise e voltar a ocupar a sua capacidade instalada
Para alguns especialistas, a economia brasileira já apresenta sinais de retomada do crescimento, porém, esse não é o caso da Usiminas Mecânica S.A. (UMSA), sediada em Ipatinga. Uma das mais importantes empresas de bens de capital do Brasil, ainda não conseguiu encontrar uma forma de sair da crise e voltar a ocupar a sua capacidade instalada. Sem grandes obras estruturantes em andamento no Brasil, a empresa também não tem grandes encomendas. A informação é do diretor, Heitor Takaki, ao fazer uma avaliação da empresa no mercado durante entrevista ao Diário do Aço. O diretor, entretanto, é otimista em relação ao futuro.
Usiminas Mecânica ainda não conseguiu encontrar uma forma de sair da crise e voltar a ocupar a sua capacidade instaladaEstamos com uma operação de 15% da nossa capacidade, o que é baixa em relação ao nosso potencial, e isso representa a nossa dedicação que é muito grande”, afirma.
Segundo o diretor, para que fosse possível manter a Usiminas Mecânica em funcionamento, foi necessária uma série de negociações e adequações. Fizemos um esforço muito grande de reavaliar todos nossos custos variáveis, como negociações de contratos, energia elétrica, seguro de fábrica, enfim, todo o arcabouço que gera custos que nós, aparentemente, não teríamos condições de reduzir”, informa.
Perspectiva
Para o diretor, as perspectivas de crescimento da empresa são baixas no curto prazo, mas mesmo assim, os resultados do segundo semestre são melhores em relação ao início deste ano. Hoje nós estamos no fundo do poço na economia, mas nós estamos com um panorama de viés de alta de melhoria em médio prazo e não curto prazo. Já temos uma visão um pouco mais alongada da nossa carga, ainda baixa. Temos uma visão de seis meses, diferente de quando começamos o ano, quando só tínhamos dois meses de visão”, explica.
Tiago Araújo
Heitor Takaki é diretor da Usiminas Mecânica e revelou as dificuldades resultantes da retração da economia do país
Heitor Takaki é diretor da Usiminas Mecânica e revelou as dificuldades resultantes da retração da economia do país Delações
Outro detalhe que atrapalha o desenvolvimento da economia, conforme o diretor, são as delações premiadas feitas por personagens relevantes no cenário político e econômico. Grandes empreiteiras responsáveis por obras de significativo porte na infraestrutura do país estão mergulhas em uma crise e enfrentam dificuldades judiciais. Com isso, grandes contratos de fornecimento de estruturas metálicas deixam de ser firmados. A expectativa nossa é que ainda teremos movimentos políticos, como as delações no âmbito da Lava Jato que podem influenciar o setor econômico, como foi em abril. A delação dos executivos da JBS afetou toda a cadeia do mercado e isso paralisou todos os investimentos. Então, há ainda um medo de que a instabilidade política possa gerar impactos negativos na economia”, afirma.
Setor ferroviário
Como na economia há um ecossistema” interligado, a crise política e econômica tem efeitos multiplicadores em segmentos variados. O diretor da UMSA, explica que a baixa demanda do setor ferroviário também gerou impactos na Usiminas Mecânica, nos anos anteriores. Há dois anos, estamos com a unidade de Congonhas fechada em função da baixa demanda oriunda do setor ferroviário. A expectativa de crescimento da logística era grande, mas foi frustrada com a questão do minério de ferro. A commoditie teve uma queda nos últimos anos e isso levou a uma redução na demanda de logística ferroviária. Com isso, o setor ficou estagnado por dois anos e volta agora bem devagar, mas com as empresas ferroviárias voltando atenção para o agronegócio”, avalia o dirigente.
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Sorriso®®®
20 de novembro, 2017 | 10:57não consigo entender a cabeça das pessoas... meu pai aposentou dentro dessa empresa ela era e é o orgulho do meu pai, crise o país inteiro está... e torço para que ela se recupere. Agora to de saco cheio de gente que sobrevive dela e ainda fala mal, trampo não presta, salário é baixo bla bla bla, será que vc q reclama tanto da empresa ja pensou em se especializar, estudar, fazer curso etc etc, aposto q não neh. então pare de reclamar da empresa e vai virar homem q ninguém é obrigado a dar as coisas de graça pra vc não.”
Sacapó
20 de novembro, 2017 | 07:43Será que havendo crescimento na fabricação e vendas, a empresa
devolverá os valores de milhões de ações que deu calote nos
funcionários da USIMINAS?”
Eli Arruda Lúcio
19 de novembro, 2017 | 21:49Infelizmente não acho que é só questão política que afetou esta conceituada empresa ,na qual trabalhei dez anos e vi quão grande eram as obras que ela realizou,no entanto a politica interna após a morte de Reinaldo assumida por seus gestores fizaram a empresa ruir.
Com visão de agaranhar somente projetos grandes a empresa veio a perder mercados que de pouco à pouco sempre a manteve em alta.Espero que volte a operar totalmente,pois ainda anceio ver a UMSA ser a potência que foi e poder voltar a trabalhar com àqueles que fazem parte de nossas vidas,que ao longo dos anos cativamos como familia.”
Adelino Ferreira da Silva
19 de novembro, 2017 | 15:08Triste muito triste! em se deparar com uma declaração como esta sem perspectivas para as pessoas que buscam um emprego ou manter-se nele, porém descordo que as delações da Operação Lava Jato estão atrapalhando pelo contrario , esta ajudando e muito, o que esta atrapalhando muito, são os políticos ao exercer o cargo com a prática de corrupto (devasso), este senhor deveria dizer que os políticos (devassos) estão causando o desemprego e baixa oferta de negócios, fazer negócio sim é importante para o emprego, mas que seja limpos em todo os sentidos ou seja sem erros e a corrupção, que seja limpa. que seja honesto sem a corrupção , a delação é muito importante dentro que for realmente fato ocorrido e apurado legalmente.”
Claudio
19 de novembro, 2017 | 11:40Lamentavel... Se estivesse a 100% quanto empregos nao seriam gerados, quanto de renda a cidade teria. Enquanto isso, vemos grandes escandalos politicos, enriquecimento ilicitos, politicos nadando no dinheiro e a população lutando para sobreviver com 1 salario minimo. Lula com poupança de 24 milhoes, aposentadoria privada de 9 milhoes, seus filhos milionarios em menos de 8 anos.
Por menos Estado, e mais liberdade economia. Que Deus nos abençoes pois so ELE te poder para retirar do trono os poderosos e erguer os necessitados.”