06 de novembro, de 2017 | 18:30
Sem sistema rotativo, estacionar no Centro de Ipatinga virou um desafio
Para esta reportagem a equipe do Diário do Aço demorou 20 minutos para encontrar uma vaga próxima à avenida 28 de Abril
Desde o fim do mês de maio, as vagas de estacionamento no Centro de Ipatinga estão sem regulamentação. De lá pra cá, foram especulados novos modelos de estacionamento rotativo, contudo, cinco meses se passaram e o problema continua.Comerciantes alertam que, com a chegada do período Natalino, o volume de vendas e pessoas tende a aumentar na região central. O principal ponto é o uso indiscriminado das vagas, que impossibilita um maior número de usuários poderem estacionar ao longo do dia.
Em cinco meses sem o sistema rotativo, foram celebradas três datas comemorativas de grande importância para o comércio (Dia dos Namorados, Dia dos Pais e Dia das Crianças). Segundo os trabalhadores do comércio, a ocupação irregular das vagas contribui para espantar os clientes.
A gerente das Lojas Alvim, Roseane Lúcia da Cunha, afirma que muitas vezes o cliente desiste de realizar as compras por não encontrar um local próximo para estacionar. Infelizmente grande parte das vagas é ocupada por lojistas e funcionários. Assim, o cliente acaba ficando sem vaga de estacionamento. Tem clientes que não possuem tempo para circular o Centro até encontrar uma vaga, outros tem dificuldades de locomoção e acabam desistindo da compra”, ressalta.
Para Roseane, a questão do estacionamento na região central deve ser prioridade. Estamos chegando à época do ano mais importante para o comércio. Espero que a Prefeitura regularize um novo sistema o mais breve possível. Os trabalhadores do Centro também devem se conscientizar e dar preferência ao cliente”, pondera a gerente.
Cobrança
O estacionamento rotativo, segundo muitos comerciantes, é uma necessidade. Mas, alguns avaliam que o sistema tem que atender aos consumidores.
A proprietária da Casa do Sapateiro, Rosa Amélia Ferreira, destaca que a implantação do estacionamento rotativo deve ser mais criteriosa. Sou a favor do rotativo, contudo, não do jeito que foi feito por último. Os parquímetros acabavam lesando os consumidores, não era cobrado de uma maneira eficiente. O sistema Faixa Azul funcionava melhor e ainda auxiliava nos custeios da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais)”, opina Rosa.
A lojista ainda pontua que o valor cobrado pelo estacionamento também pode afastar o cliente do centro de compras. O Poder Público tem que avaliar muito bem sobre o valor a ser cobrado, estamos em um período de crise que as pessoas desejam economizar. O estacionamento deve ser cobrado, mas em um preço que esteja compatível com a situação econômica do momento”, afirma.
A gerente da loja Ipa Calçados, Ellen Teixeira, também apoia a implantação de um novo sistema, mas que as regras sejam mais objetivas. Tanto na fiscalização que ocorre hoje, quanto na implantação de um novo modelo o que vale para um tem que valer para todos. Atualmente, a fiscalização tem dia que multa, tem dia que não multa. Antes, as pessoas tinham dificuldade de usar os parquímetros. Tem que ser algo claro e que todos entendam o funcionamento”, destaca Elle.
Procurada pela equipe do Diário do Aço, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Ipatinga não se manifestou sobre o assunto.
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Pedro
07 de novembro, 2017 | 15:31Caramba, que isso produção? demorar 20 minutos para estacionar? como assim? existe vários estacionamentos privados ao redor dos pontos comerciais da região central.Isso não é desculpa.Em se tratando de estacionamentos,o rotativo publico, não é rotativo, não tem a função de rotativo, apenas acarreta a função tributária, de arrecadação.Qual a diferença da via pública para o estacionamento privado? valores praticados são quase os mesmos( particular um pouco mais caro,lógico,ele guarda o seu carro).Como melhorar o sistema de estacionamento nos grandes centros? uma dica: em SP está em uso zona azul via app, comodidade e segurança,porém não tem eficácia de ser '' rotativo'',pra ser rotativo, tem que girar, rodar,circular, ou seja,deve haver um tempo máx para que ele fique estacionado.Por ex: 1 hora. Outra forma é o poder publico incentivar os estacionamentos privados,dando desconto em impostos e planos diretores capazes de melhorar o sistema de transito,como exemplo os estacionamentos verticais.Popularizar a palavra chave !!!!”
Lucas
07 de novembro, 2017 | 13:21Por isso eu não vou ao centro fazer compras, só quando de muita necessidade, na verdade, nem me lembro a última vez que fui para comprar alguma coisa, só para resolver algum problema com prefeitura, etc. Ao invés de passar raiva tentando achar vaga para estacionar e além de ser destratado por muitos lojistas que não sabem atender, prefiro comprar as coisas pela internet. O comércio no Vale do Aço é lamentável. Os lojistas investem seu dinheiro mas não sabem administrar um negócio. Uma vez precisei comprar um silicone spray e passei em umas três lojas do ramo e não encontrei, um me disse que ia chegar "daqui uma semana" (mas eu preciso pra hoje, meu amigo!), só fui encontrar este produto em Cel. Fabriciano, numa loja que nem é do ramo! Enfim, além de não ter como estacionar, os lojistas de Ipatinga tem que parar de reclamar de crise e aprender a atender melhor seus clientes, a terem produto em estoque, enfim. Já nem perco meu tempo indo em centro mais. Quero um calçado? Procuro na internet e compro. Quem sabe quando melhorarem este estacionamento e os lojistas aprenderem a lidar com as pessoas, eu e mais um tanto de outros ipatinguenses voltaremos ir ao centro fazer compras?”
Eu 2
07 de novembro, 2017 | 11:16Na verdade não precisaríamos desse excesso de veículos nas vias se tivéssemos um transporte público de qualidade e se as cidades fossem planejadas para tal. Mobilidade Urbana já!!!”
Alex
07 de novembro, 2017 | 08:13Não me lembro da última vez que fui ao centro de Ipatinga. Graças a Deus.”
Eu
06 de novembro, 2017 | 23:29A maioria das vagas são ocupadas pelos próprios comerciantes. Absurdo é ter que pagar mais um imposto, por utilizar um espaço público, no qual, serviço algum garante a integridade dos veículos, a segurança dos cidadãos e melhorias no trânsito. O sistema de parquímetros foi uma aberração. Rotativo pra quê e para quem? O trânsito de Ipatinga é caótico e os condutores agem vergonhosamente. Entra governo e sai governo, e nossa prefeitura sofrendo com o parasitismo político. Nosso município tem questões urgentíssimas e governo algum demonstra o mínimo esforço em tentar resolver, sempre sob o pretexto da queda de receita do município. E a população, de costumes degradantes, tem o governo que merece.”