02 de novembro, de 2017 | 18:58

Corpos de vítimas de acidente são removidos para Central de Minas

Familiares tiveram longo dia de reconhecimento dos restos mortais de cinco pessoas

Os corpos das cinco vítimas de um trágico acidente de trânsito no Contorno Rodoviário do Vale do Aço, na manhã de quarta-feira, foram liberados no início da tarde desta quinta-feira (2), do Instituto Médico-Legal (IML) de Ipatinga.

O carro da Prefeitura de Central de Minas, município localizado no Vale do Rio Doce, pegou fogo logo após colidir contra um caminhão no trecho da BR-381 em Timóteo. Logo depois da estação ferroviária Mário Carvalho.

As vítimas seguiam para Belo Horizonte no VW UP, da Secretaria Municipal de Saúde, de Central de Minas. No momento do acidente, chovia bastante e o motorista Carlos Alexandre Dias, de 35 anos, perdeu o controle e invadiu a contramão atingindo um caminhão que vinha na direção contrária. Em uma trágica coincidência, o veículo de carga era de Barra de São Francisco, cidade capixaba perto da divisa com Minas Gerais e perto de Central de Minas.
Reprodução
Familiares vieram ao IML de Ipatinga e reconheceram os restos mortais, levados na tarde de hoje para Central de Minas Familiares vieram ao IML de Ipatinga e reconheceram os restos mortais, levados na tarde de hoje para Central de Minas

Nenhum dos ocupantes do automóvel conseguiu sair antes que as chamas tomassem conta do carro. Apenas o motorista do caminhão escapou do fogo, que consumiu também o Mercedes Bez baú que ele dirigia.

Os familiares das vítimas de Central de Minas, realizaram hoje um procedimento para reconhecer os corpos carbonizados.

O médico-legista, diretor do IML de Ipatinga, Felipe Feitosa, explicou à reportagem do Diário do Aço que os familiares não tiveram dúvidas no reconhecimento dos corpos, evitando que fossem encaminhados para Belo Horizonte.

Caso fossem levados para a capital, os resultados dos exames de DNA só saíram de entre 30 a 40 dias e somente assim as famílias poderiam sepultar os corpos.

O legista ressaltou que nenhum dos familiares teve dúvida em relação a quem seria seu ente. Roupas, detalhes físicos, joias foram algumas características que facilitaram a identificação dos corpos.

“Assim que as os familiares reconheceram, sem qualquer dúvida, fizemos um termo de reconhecimento e estamos liberando os corpos para serem sepultados”, explicou o diretor do IML de Ipatinga.
Wellington Fred
Durante todo o dia  houve movimentação no IML para reconhecimento dos corpos Durante todo o dia houve movimentação no IML para reconhecimento dos corpos


Pedro Alves Pereira, 59 anos, pai de Pedro Henrique Rodrigues Alves de 30 anos, não teve dúvidas no reconhecimento do corpo do filho, vitima do acidente.

“Foi muito fácil. Meu filho é forte, troncudo e como só tinha dois homens ficou fácil identifica-lo. É uma dor a menos, que vai aliviando para todos”, disse Pedro, que é ex-marido da secretária de Cultura de Central de Minas, Marlene Rodrigues de Arruda Pereira, de 55 anos, que também morreu no acidente.

Além de mãe e filho, morreram o motorista do carro da prefeitura, Carlos Alexandre, a paciente Tomásia Machado de Andrade, de 56 anos, e a acompanhante dela, Sirlei Andrade de Malpera, de 40 anos. O município teve luto decretado de três dias pelo prefeito Otaviano Ferreira de Laia, do Partido Progressista (PP).

O prefeito esteve em Ipatinga no dia do acidente e, em entrevista ao Diário do Aço confirmou que todas as vítimas eram conhecidas em Central de Minas e se deslocavam para Belo Horizonte por causa de compromissos de consulta e exames médicos.
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