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01 de novembro, de 2017 | 18:06

“Ficou um sentimento de impunidade, que precisa ser resolvido”

Uma professora violentamente agredida dentro de sala de aula espera ser chamada à Justiça para relatar a agressão

Arquivo pessoal
Suelen, 23 anos, levou cinco pontos no couro cabeludo, agredida por adolescente dentro de sala de aula  Suelen, 23 anos, levou cinco pontos no couro cabeludo, agredida por adolescente dentro de sala de aula


Uma professora violentamente agredida dentro de sala de aula espera ser chamada à Justiça para relatar a agressão que sofreu durante o exercício de sua profissão, na Escola Estadual Romeu Perdigão, em São José do Goiabal. Um caso banal de discussão entre dois adolescentes virou um caso de agressão com lesão corporal grave. O agressor ainda não foi chamado para se explicar, embora tenha decorrido quase um mês do fato.

O caso é relatado ao Portal Diário do Aço pela professora de matemática, Suelen Cristina Oliveira da Silva, 23 anos. Ela conta que, no dia 4 de outubro, aplicou prova para uma turma do 8° ano do ensino fundamental. Ao término da avaliação, foi separar uma briga que se iniciava entre dois estudantes, dentro da sala de aula.

A briga foi encerrada e Suelen virou-se para voltar à frente da classe, quando um dos adolescentes apanhou uma cadeira e lançou contra ela. Ela foi atingida nas costas e na cabeça, teve um corte e levou cinco pontos no couro cabeludo.

O agressor é um estudante com histórico violento. Já tentou agredir outra professora em anos anteriores e somente não conseguiu seu intento porque a educadora correu e buscou abrigo.

No dia da agressão com a cadeirada, a Polícia Militar e o Conselho Tutelar foram acionados. O estudante pulou um muro nos fundos da escola e não chegou a ser apreendido.

O caso, entretanto, foi repassado ao Ministério Público e ao Juiz da Infância e Adolescência da Comarca de São Domingos do Prata. A professora aguarda ser chamada para prestar depoimento e disse confiar no Judiciário. Enquanto isso, o estudante voltou à escola como se nada tivesse ocorrido.

Conforme Suelen, na época da agressão os estudantes entraram em pânico e a escola, em peso, manifestou apoio a ela. “Nunca imaginava que eu fosse enfrentar uma situação dessas. Ainda estou assustada com tudo isso, mas também indignada com a falta de respeito. Por outro lado, me senti amparada pela escola. A diretoria me acompanhou ao pronto atendimento. Os alunos mandaram mensagens e fizeram visitas, manifestando solidariedade, mas fica um sentimento de impunidade que precisa ser resolvido”, desabafa a professora na entrevista ao DA.
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Comentários

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Marcos Guimarães

03 de novembro, 2017 | 11:22

“Difícil opinar quando se trata de "menor infrator". Estes marginais são protegidos e amparados pelo ECA! Cometem crimes, são em sua minoria levados à presença do Juiz que lhes impõe a Medida Disciplinar, esta por sua vez define que o delinquente deva ser apreendido, mas não determina o tempo de encarceramento, logo depois de 30 dias, estes estarão soltos ( agora encorajados pela escola do crime) e voltam a cometer delitos.
O mundo da criminalidade é oriundo de um desajuste familiar, o que aconselho aqui, é que cada pai e mãe se faça presente na vida dos filhos, procure saber com quem andam, o que assistem o que jogam. É preciso evitar as violências domésticas e expor crianças e adolescentes à tais coisas. O Mundo infanto juvenil é espelho da vida que veem em casa.
Lamento pela Professora Suelen, e afirmo, não haverá justiça! Até porque , o prazo para os ditames já prescreveram e nada foi feito. A Escola e Diretoria que a amparou deveria ter aberto o processo de expulsão do agressor, e não o fez!
Como diria o Sr. Capitão Nascimento: " Ou se corrompe, ou se omite, ou vai pra guerra."”

Monica Macedo

02 de novembro, 2017 | 19:07

“Que pena eu senti desta professora. 23 anos , tão jovem! Como eu fui um dia . O que mais me deu pena foi ela dizer que confia no Judiciário. Alguém avisa esta menina que estamos no Brasil e o nosso judiciário não fará nada por ela como também não tem feito nada para os milhares de professores de Ipatinga que perderam suas aposentadorias. Muito triste !”

Marlene

02 de novembro, 2017 | 07:23

“Tem q colocar esse bandido em um reformatório... Isso não merece estar em um ambiente de sala de aula. Daqui a uma tempos o ambiente social dele sera a cadeia... Ou então o cemitério. Por isso não quero ir pra uma sala de aula ensinar,e mudei de profissão.”

Gildázio Garcia Vitor

01 de novembro, 2017 | 22:27

“Professora Suelen, aproveita a sua juventude e prepare-se para passar em um concurso do judiciário, da Caixa,do BB ou da Fazenda estadual, orgãos que oferecem melhores salários e ótimos planos de carreira. Professor, quando não enlouquece antes, aposenta e morre professor.”

Preocupado.

01 de novembro, 2017 | 20:40

“Se fosse uma pessoa de bem que cometesse tamanha atrocidade,com certeza estaria tendo sérios problemas com a justiça a muinto tempo.”

Indignado

01 de novembro, 2017 | 19:02

“Se for para essa figura estudar,que seja algemado e com um policial do lado.Não é a primeira vez que essa coisa tenta tal atrocidade,isso é inadimissivel.”

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