29 de outubro, de 2017 | 10:30

Racionamento hídrico vigora em Iapu há mais de duas semanas

Vazão do ribeirão Santo Estevão, que abastece a cidade caiu 52% e Copasa faz manobras para evitar desabastecimento geral

Alex Ferreira
O fornecimento de água em Iapu está comprometido devido ao longo período de estiagemO fornecimento de água em Iapu está comprometido devido ao longo período de estiagem
O período de estiagem, cada vez mais prolongado, tem prejudicado o abastecimento hídrico no município de Iapu. Há mais de 15 dias, os moradores enfrentam o racionamento. Depois de alguns meses de seca, as chuvas começam a cair, contudo, é preciso que as precipitações se tornem mais frequentes para que se possa prever uma situação de normalidade.

Conforme relatos dos moradores das partes altas, a escassez do líquido nas torneiras virou um tormento. Não há água para lavar a louça e nem as roupas, reclama uma moradora, em mensagem enviada ao Diário do Aço. A reclamação chegou na segunda-feira e, ao longo da semana, outros moradores de Iapu também registraram essa situação.

Como o brasileiro tem fama de fazer piada de tudo, o desabastecimento também virou “meme” na internet. Uma montagem em uma placa de trânsito, no trevo de Iapu, trazia a seguinte mensagem. “Você está chegando a Iapu. Estamos sem água. Favor vir para cá com banho tomado”.

Mas, de engraçado, a situação não tem nada. A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), responsável pelo serviço de abastecimento de água na cidade, informou ao Diário do Aço que a vazão captada no ribeirão Santo Estevão, principal manancial utilizado pela empresa para o fornecimento de água, diminuiu 52%.

“Em situação normal eram captados 19,7 litros de água por segundo com a Estação de Tratamento de Água (ETA) em funcionamento por 16 horas/dia. Esta é a capacidade suficiente para atender a demanda da cidade que possui uma população estimada em 11 mil pessoas. Atualmente, com a queda da vazão, a Companhia aumentou o tempo de funcionamento da ETA para 24 horas diárias, com captação de somente 9,6 litros por segundo. Porém, mesmo assim, não supre a demanda da população”, afirma a Copasa, em nota.

Rodízio

Com a restrição do recurso hídrico, a Copasa determinou um rodízio em todo o município. De acordo com a nota da empresa, nestes últimos dias o abastecimento tem sido reforçado com a utilização de caminhões-pipa.

Para desvincular a dependência do fornecimento de água no município do ribeirão Santo Estevão e aumentar a oferta de água na cidade mesmo nos períodos de estiagem, a Companhia perfurou um poço profundo. Segundo a nota enviada pela Copasa, o processo de licitação para montagem do poço está em andamento.
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