27 de outubro, de 2017 | 16:36

Levantamento revela médio risco de infestação por Aedes aegypti

O Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti (LIRAa), realizado entre os dias 16 a 19 de outubro, apontou que a Infestação Predial (IIP) no município é de 1,5%

Divulgação
Trabalho de campo apontou que a infestação predial em Ipatinga é de 1,5%, acima do índice preconizado, de 1% Trabalho de campo apontou que a infestação predial em Ipatinga é de 1,5%, acima do índice preconizado, de 1%
Novo estudo sobre a situação da Dengue em Ipatinga revela que a cidade continua em alerta no combate ao mosquito. O Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti (LIRAa), realizado entre os dias 16 a 19 de outubro, apontou que a Infestação Predial (IIP) no município é de 1,5%, ou seja, a cada 100 imóveis visitados cerca de dois apresentam focos do vetor. No mesmo período do ano passado, o município registrou um LIRAa de 1,4%. Para evitar epidemias, o índice de infestação larvária deve ser inferior ou igual a 1%, conforme o Ministério da Saúde. Quando o indicador é maior que 4%, a situação já é considerada de alto risco.

Além dos trabalhos semanais que realizam de eliminação de criadouros com água parada, bloqueio químico e conscientização, neste sábado (28), a Secretaria Municipal de Saúde direcionará, para o bairro Canaã, uma equipe de Agentes de Combate a Endemias do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para a busca ativa de focos. Atividades de educação em saúde serão também realizadas com os moradores que passarem pela Unidade Básica de Saúde.

Segundo o gerente do CCZ, Fernando Anacleto, “com o clima quente e úmido, as condições ideais para a proliferação do mosquito voltam, o que reforça a preocupação de se combater diariamente a proliferação do Aedes aegypti, tanto o poder público como a população. Isso porque o LIRAa revelou que mais de 85% dos depósitos preferenciais de água parada estão dentro dos domicílios”, explica. Dos 3.500 imóveis vistoriados, 50% dos criadouros encontrados foram nos vasos e pratos de plantas, bebedouros de animais e caixa d'água. Somente neste ano, mais de 1.700 casos de Dengue foram notificados, 983 de Chikungunya e 60 notificações de Zika.

Mutirões

Para o enfrentamento ao vetor, desde janeiro, o serviço de controle de zoonoses intensifica ações de combate ao mosquito, com mutirões de limpeza em áreas prioritárias, bem como visitas domiciliares pelos Agentes de Combate às Endemias com bloqueio químico costal, além de trabalhos de conscientização nas escolas e Unidades de Saúde em toda a cidade.

"Toda vez que esquecemos qualquer objeto que possa vir acumular água no quintal ou a caixa d’água destampada, ‘criamos’ um possível foco da larva do mosquito dentro de nossa casa", alerta Anacleto, esclarecendo que meio milímetro de lâmina d’água limpa já é suficiente para que o mosquito se reproduza. "O serviço público continuará a fazer sua parte. Mas só teremos êxito se a comunidade entender que ela é também um agente de combate a Dengue, a Zika e a Chikungunya. A guerra contra o mosquito é diária e começa dentro de casa", enfatiza o gerente. Veja, no quadro, a infestação, por bairros.
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