EXPO USIPA 2026

24 de outubro, de 2017 | 17:46

Empresas do Vale do Aço fornecem para setor sucroenergético

A parceria entre o setor metalomecânico e o setor sucroenergético abriu, ao Vale do Aço, a possibilidade de fornecer para uma importante cadeia industrial ainda não atendida

Divulgação
Representantes do setor metalomecânico do Vale do Aço foram ao Triângulo Mineiro conhecer demanda de usinas Representantes do setor metalomecânico do Vale do Aço foram ao Triângulo Mineiro conhecer demanda de usinas
Com o objetivo de aumentar a competitividade das cadeias produtivas mais dinâmicas de Minas Gerais, o Programa de Competitividade Industrial Regional-PCIR promoveu a aproximação do Vale do Aço com o Triângulo Mineiro, com a intenção de gerar impactos positivos e ganhos para ambos.

Conforme analistas, a parceria entre o setor metalomecânico e o setor sucroenergético abriu, ao Vale do Aço, a possibilidade de fornecer para uma importante cadeia industrial ainda não atendida, e para as usinas sucroalcooleiras ampliação e alternativas de fornecedores no próprio estado.

A analista Daniela Azevedo, da Fiemg, acrescenta que a ação foi iniciada com uma missão de prospecção dos empresários do Vale do Aço na Expocigra 2016, feira criada a partir de uma necessidade crescente de mostrar o potencial das indústrias e da cadeia de serviços do Triângulo Mineiro promovendo encontro e negócios. Na ocasião, foi identificado que o Vale do Aço poderia suprir diversas demandas das usinas de açúcar e álcool, atualmente fornecidas por São Paulo.

“Promovemos uma visita técnica às usinas com a participação da equipe técnica do Sindimiva, Siamig, Senai e dos empresários. Na ocasião, as usinas apresentaram diversos gargalos e oportunidades de fornecimento, e um deles despertou maior interesse dos empresários: a “faca” utilizada pelas colheitadeiras para cortar a cana, relata a analista.

Daniela explica que as ferramentas utilizadas nas colheitadeiras possuem uma vida útil muito curta, necessitando de frequente substituição, o que ocasiona em inúmeras paradas de colheitas e custos elevados para as usinas. “Identificada a oportunidade, o PCIR atuou para que as empresas do Vale do Aço desenvolvessem e produzissem as facas com um material mais resistente, de modo a conferir mais agilidade à colheita”, detalhou.

Remessa
Foram coletadas amostras da peça e realizadas análises de resistência pelo Senai. Os resultados foram divulgados para as associadas ao APL do Vale do Aço e três empresas manifestaram interesse em desenvolver as peças, que foram entregues em Uberaba, no dia 18/10, pela Ramac, Qualitec e Metalnobre que, desde o início do ano, se debruçaram sobre o projeto e produziram conjuntos pilotos das peças com metais mais resistentes do que o usado atualmente nas colhedoras, em parceria com a Usina Santo Ângelo de Pirajuba, Triângulo Mineiro, que forneceu todas as informações técnicas do produto.

Estima-se que, apenas com o fornecimento desta peça, o volume de negócio gerado possa atingir R$ 8 milhões por safra. Esta estimativa leva em consideração apenas o mercado de Minas Gerais. A partir das melhorias propostas, o Vale do Aço tem agora a oportunidade de ofertar seus serviços às outras 377 usinas espalhadas no Brasil, o que aumentaria esta expectativa de negócio para R$ 91 milhões por safra.

Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário