15 de outubro, de 2017 | 15:00
Ipatinta registra 1.241 casos de dengue em oito meses
Os Agentes de Combate a Endemias (ACEs) vão vistoriar 3.450 imóveis nas oito regionais do município
Profissionais da Secretaria de Saúde de Ipatinga darão início, nesta segunda-feira (16), ao terceiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti (LIRAa). Os Agentes de Combate a Endemias (ACEs) vão vistoriar 3.450 imóveis nas oito regionais do município. O objetivo é identificar os bairros com maior índice de infestação larvária, os tipos de criadouros predominantes nas residências e os vetores que transmitem as arboviroses na cidade. Após a conclusão do LIRAa, técnicos da Secretaria Municipal de Saúde vão traçar novas ações para o combate ao mosquito.Dados do Departamento de Vigilância em Saúde apontam que o município registrou 1.241 casos notificados de dengue até agosto deste ano. No mesmo período, são 848 de chikungunya, 52 de zika e 15 notificações de febre amarela, com um óbito sob investigação, por suspeita de dengue.
Diante do estado de alerta, em virtude da proximidade do período chuvoso e do número de casos das doenças, técnicos do Departamento de Vigilância em Saúde prosseguem desenvolvendo ações educativas de conscientização e prevenção às arboviroses na cidade.
Nas escolas da rede municipal, mais de 3.000 crianças de 7 a 10 anos já participaram de atividades práticas de educação em saúde, aprendendo a realizar busca de possíveis focos do inseto transmissor da doença nas residências. A meta da Secretaria é continuar promovendo a visita nas unidades escolares do município, se preparando ainda para ações com alunos de escolas particulares e estaduais.
O gerente de Centro de Controle de Zoonoses, Fernando Anacleto, lembra que, no período de chuva, a proliferação do mosquito é muito rápida. É importante que haja a participação de toda a população, promovendo a limpeza de possíveis criadouros do mosquito dentro dos imóveis. No último LIRAa, os focos nas residências foram encontrados, na grande maioria, dentro de vasos, pratos e frascos com plantas, em reservatórios ao solo, ralos que acumulam água parada e lixo em lotes vagos. Nós precisamos que a população ajude o poder público a combater os vetores, separando pelo menos dez minutos diários para eliminar os focos potenciais de água parada”, enfatizou.
O último Levantamento, realizado no mês de março, revelou que 33,5% dos criadouros predominantes do mosquito, no município, se encontram em pratos de plantas e bebedouros. O LIRAa apontou, ainda, o índice geral de 1,9% de infestação, um aumento de 0,4% em comparação com o primeiro LIRAa, realizado em janeiro. O tolerável pelo Ministério da Saúde é de 1%.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]


















