23 de setembro, de 2017 | 09:30

Reajuste na mensalidade – hora de trocar de escola?

Reinaldo Domingos

No período de rematrícula escolar, muitas escolas particulares reajustam os preços das mensalidades. Este é o momento para as famílias analisarem se o acréscimo caberá no orçamento de 2018. Lembrando de que a educação deve ser uma prioridade número um, e a troca de escola deve ser apenas em último caso, caso essa satisfação contemple pais e filhos.

Esse é um tema delicado, pois, na verdade, é um investimento no futuro dos filhos, portanto, não pode ser tratado de qualquer maneira, “do jeito que der”. É necessário se programar, fazer as contas com antecedência e cortar gastos, se for necessário. Tudo para garantir um estudo de qualidade às crianças.

Situação financeira da família
É importante que a família faça um diagnóstico financeiro para saber em qual situação se encontra. Se for de endividamento, é hora de rever todos os gastos e avaliar, inclusive, a continuidade do filho na escola, os prós e contras.

É preciso traçar um planejamento financeiro para 2018, considerando o valor reajustado da matrícula e se ele caberá no orçamento, sem comprometer as demais despesas e acabar levando a família ao endividamento ou, pior, à inadimplência.

Desejo da criança
É importante sentar e conversar com as crianças e jovens para saber se gostam da escola atual e querem continuar. Muitas vezes, não percebemos algo nesse sentido e acabamos fazendo um esforço para mantê-los em um lugar que nem sequer gostariam de estar. Caso a criança prefira mudar, dá tempo de fazerem uma pesquisa juntos, buscarem outras opções e analisarem para ver se cabe no bolso.

Negociação com a escola
Se quiserem muito continuar, mas a situação financeira não está permitindo, recomendo que marquem uma reunião com o diretor, expliquem a situação e perguntem o que pode ser feito para viabilizar a permanência.

Muitas vezes, perdemos oportunidades por falta de tentar. Pode ser que o interessado consiga uma bolsa, um desconto, mesmo que temporário, uma isenção da matrícula ou mesmo uma condição especial para pagar as mensalidades.

Enfim, é preciso tentar. A educação deve ser sempre uma prioridade. Se ainda assim não der certo, talvez tenha que partir para o plano B e procurar outra instituição. Essa transição pode ser um pouco dolorosa para a criança. Por isso, não a deixe de fora das decisões, explique o que está acontecendo e tente fazer com que a situação ocorra da melhor maneira possível.

Gastos adicionais
Nesse processo de planejamento para 2018, é importante considerar despesas intrínsecas à rotina escolar, como uniforme, lanche, material, eventuais passeios, transporte, etc. Com esforço e educação financeira é possível garantir um estudo de qualidade para a nova geração, que formará uma sociedade muito mais consciente e sustentável do que a nossa.

*Doutor em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin – www.abefin.org.br) e da DSOP Educação Financeira (www.dsop.com.br). Está à frente do canal Dinheiro à Vista. Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira.
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