06 de setembro, de 2017 | 16:43
Situação do aeroporto regional gera preocupação
Após quatro meses da suspensão do edital de concorrência pública para concessão do Aeroporto Regional do Vale do Aço, localizado em Santana do Paraíso, surge uma preocupação entre a população sobre o futuro do aeroporto. A preocupação aumentou com os rumores segundo os quais o fechamento do terminal em Ipatinga obrigaria a transferência dos voos vindos do aeroporto de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para Governador Valadares, distante cerca de 90 quilômetros pela BR-381.Procurado pelo Diário do Aço, o gerente executivo da Agência de Desenvolvimento de Ipatinga (ADI), Amaury Gonçalves, reconhece que a situação do terminal precisa ser resolvida o mais rápido possível para não prejudicar a locomoção das pessoas que necessitam desse meio de transporte.
Causa preocupação isso, ainda mais em se levando em conta que, se fechar o aeroporto, perderíamos um tipo de acesso importante para Belo Horizonte. E usar o aeroporto municipal de Governador Valadares como alternativa fica complicado. Então se por acaso for fechado, vai ser uma perda muito grande, já que as condições da BR-381 não estão favoráveis”, afirma.
O presidente da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Prestação de Serviços de Ipatinga (Aciapi), Cláudio Zambaldi, disse que tem acompanhado esse caso desde o início, já que o aeroporto facilita o deslocamento de empresários de toda a região.
Sempre tive preocupação, mas também enxergo uma luz no fim do túnel, ainda mais depois do anúncio segundo o qual o aeroporto vai operar voos para São Paulo. Então esse aeroporto é extremamente importante, contribui muito para economia da região. Temos até nos reunido com outras entidades para tentar achar uma solução”, conta.
Setop
Com a dúvida que tem surgido na região sobre o possível fechamento do aeroporto, a Secretaria de Estado de Transportes de Obras Publicas (Setop) esclareceu ao Diário do Aço, por meio de uma nota, que o serviço de aviação continuará a ser oferecido para a população. A nota informa que, com a revogação, atendendo ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), do edital de concorrência pública para concessão do Aeroporto Regional do Vale do Aço, a Setop está providenciando outra modalidade de contratação para a operação do referido aeroporto. Enquanto isso, a operação continuará a ser feita por contrato emergencial”, informa a nota.
Entenda
O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE) tornou válida, no dia 19 de abril, a suspensão do edital de concorrência pública para concessão do Aeroporto Regional do Vale do Aço. A decisão foi tomada pelo conselheiro Sebastião Helvécio, relator do processo. O edital é de responsabilidade da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas do Estado de Minas Gerais (Setop).
Segundo a nota do TCE enviada ao Diário do Aço em abril, a concessão envolve valores estimados em R$ 193 milhões, mas o motivo da suspensão foi a ausência de previsão da dimensão econômica da licitação, que informasse o valor final do empreendimento.
O relator informou, no relatório, que a Coordenadoria de Fiscalização de Concessões e Projetos Financiados entende que a continuidade da licitação, sem a adequada análise da dimensão econômica e financeira do empreendimento, representa alto risco ao Estado, sendo necessária uma paralisação.
Veja mais:
Aeroporto Regional segue com futuro incerto
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]















Marcos Guimarães
07 de setembro, 2017 | 11:39Bom! Em Outubro de 2016, o Vale do Aço já sabia quem iria operar a Administração do Aeroporto, em Novembro do mesmo ano, a CGE cancelou o certame realizado e afirmou que num prazo de 60 dias haveria nova PPP. Essa novela está no ar há quase um ano. Ano que vem é Ano Eleitoral, e nenhum candidato que se preze, irá correr o risco de passar para seu sucessor em 2019 um caixa quebrado, em função da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Seria muito bom para a Região, e para os trabalhadores que fazem o Aeroporto funcionar, que a Controladoria Geral do Estado, que pediu 60 dias( prazo expirado em Jan/2017), resolva logo a questão.
Não é justo que o trabalhador, e o Empresariado Mineiro, que tanto sofre com o mais pesado tributo do Brasil, que é o de Minas, fique sem recursos para tocar as Empresas e buscar divisas. Não é justo que o cidadão de bem, tenha que se deslocar ao restrito Aeroporto de Governador Valadares, que opera seguramente por apenas 6 meses no ano, no restante, os voos deles ( que o Senhores saibam) são transferidos para IPN e geridos pela Equipe de solo do Vale do Aço, ou seja , quaisquer variação climática que feche o tempo em Valadares, os voos são alternados para Santana do Paraíso, e se este Aeroporto fechar, os voos são cancelados e as aeronaves voltam ao ponto de partida, e os passageiros tem que pernoitar em BH, remarcar o voo para outra data ou vir para o Vale do Aço de Ônibus.
Senhor Pimentel, nós do Vale do Aço o apoiamos durante toda a Campanha, acho que já sofremos bastante com a escassez de empregos e fuga de investimentos. O Senhor vai cancelar o voo do povo e alternar para Valadares?”