31 de agosto, de 2017 | 06:34
Governo só tem orçamento para nove quilômetros de asfalto na MG-760
O governo mineiro dispõe atualmente de apenas R$ 20 milhões para tocar a obra, valor que representa um sexto do valor estimado de R$ 120 milhõe
Enviada por leitor
Terraplanagem prepara pavimentação, mas dinheiro dará para pagar asfalto somente até Santo Antônio da Mata
Terraplanagem prepara pavimentação, mas dinheiro dará para pagar asfalto somente até Santo Antônio da Mata Embora tenha sido retomada em meio a um estrondoso festejo, a pavimentação dos pouco mais de 60 quilômetros da MG-760, entre o distrito de Cava Grande, em Marliéria, e São José do Goiabal/entroncamento com a BR-262, pode esbarrar em um muro, até o momento intransponível: o cofre vazio do governo estadual.
Às voltas com dificuldades até mesmo para pagar os servidores estaduais, o governo mineiro dispõe atualmente de apenas R$ 20 milhões para tocar a obra, valor que representa um sexto do valor estimado de R$ 120 milhões.
O Diário do Aço apurou que o assunto foi tratado em uma reunião da Agência Metropolitana do Vale do Aço (ARMVA), na semana passada, com a presença dos representantes do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DEER-MG).
No encontro ficou esclarecido que, com o valor disponível em caixa, será possível pavimentar somente nove quilômetros da rodovia. Isso equivale dizer que o asfalto será aplicado apenas até as proximidades do povoado de Santo Antônio da Mata, em um trecho de pouco mais de nove quilômetros a partir de Cava Grande. Também será suficiente para garantir a terraplanagem até as proximidades da fazenda de Benedito Porfírio de Lima, o popular Bené Rico.
Literalmente quebrado, o governo do estado não deverá contingenciar dinheiro para o restante da obra este ano, e nem há garantias que o fará no ano de 2018, conforme apurado pelo Diário do Aço.
A informação já despertou a mobilização de forças políticas da região, interessadas em que o governo assegure recursos, seja de onde for, para a sequência da obra.
Na reunião da ARMVA, os representantes dos municípios também solicitaram informações oficiais do governo estadual sobre o impacto de tráfego com repercussões ambientais e urbanísticas no município de Timóteo. Teme-se a criação de um caos na avenida Acesita, que corta os bairros Ana Rita, Centro-Sul, São José, Primavera e Olaria até a saída no eixo viário da avenida Emalto.
O entendimento é que a avenida Acesita não comportará o fluxo gerado com a pavimentação da MG-760, o que demanda a construção de uma variante entre Cava Grande e o contorno rodoviário da BR-381, via bairro Limoeiro, uma nova estrada cujo projeto não está sequer no papel.
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Estrada-parque
A reunião da ARMVA também decidiu questionar o governo estadual sobre outra obra parada, a Estrada-Parque Bispo Dom Helvécio, que liga a sede de Marliéria à Portaria do Parque Estadual do Rio Doce, via Pico do Jacroá. Essa obra foi iniciada em 2007, mas parou pela metade. A empresa responsável pelo calçamento e pavimentação da estrada turística, Construtora Oriente, encerrou as atividades, deixando para trás um passivo ambiental que tem efeitos até hoje, com erosões na área da serra do Jacroá. Na área da serra, o asfalto seria substituído por calçado poliédrico.
A estrada tem 21,9 quilômetros e, à época, teve orçamento anunciado pelo governador Antônio Anastasia (PSDB), em R$ 17,2 milhões. Apenas um trecho de cinco quilômetros entre o entroncamento com a MG-760/Portaria do Parque Estadual e o pé da Serra do Jacroá foi concluído.
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Carlos Henrique Marques
31 de agosto, 2017 | 11:53isso já era esperado, agora cadê a novidade?”
Capitão Nascimento
31 de agosto, 2017 | 11:24Uma estradinha de 60 km há 30 anos não sai do papel e o povo fica se iludindo com os políticos
que só fazem discurso e promessa. Tudo que tem a mão do governo não dá certo nesse país e o povo
ainda se ilude com voto e eleição.”
Alberto Walison
31 de agosto, 2017 | 07:58Ridículo estes governantes, que ficam loucos para liberação de obras so para subtrairem a verba disponibilizada....é podre o sistema!”