26 de agosto, de 2017 | 12:04

Estudantes de Ipatinga visitam o Mineirão e a PCMG

A ação foi promovida pela Polícia Civil de Minas Gerais, em parceria com o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Minas Gerais

Divulgação
Visita à capital mineira foi mais uma etapa de trabalho social desenvolvimento com estudantes do bairro Vale do Sol Visita à capital mineira foi mais uma etapa de trabalho social desenvolvimento com estudantes do bairro Vale do Sol


Um grupo de 34 estudantes da Escola Estadual Manoela Soares Bicalho, no bairro Vale do Sol, em Ipatinga, foi a Belo Horizonte na semana que passou, para conhecer o museu e instalações do Estádio Magalhães Pinto, o Mineirão, além do trabalho da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). A ação foi promovida pela Polícia Civil de Minas Gerais, em parceria com o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Minas Gerais, que patrocinou o almoço, e com o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de Minas Gerais, que cedeu o ônibus da empresa Saritur para transportar os alunos.

O projeto foi dividido em três etapas. A primeira, já realizada, teve como objetivo visitar a escola e tirar as fotos 3x4 dos estudantes que não tinham carteira de identidade. Já na segunda etapa, foram confeccionadas 350 carteiras de identidade.

O chefe da PC em Minas, delegado-geral João Octacílio Silva Neto, explica que ações como essa promovem a cidadania e a aproximação entre a instituição e a comunidade. “Além do trabalho investigativo sempre fazemos intervenções com a sociedade para estreitarmos laços e promovermos a cidadania de todos. As crianças e adolescentes merecem nosso especial cuidado para que tenhamos adultos conscientes e engajados em um futuro promissor”, disse.

Uma equipe de policiais designados pela delegada Rafaela Gigliotti, titular da Delegacia de Eventos, recepcionou os estudantes e promoveu uma visita à Delegacia Móvel, explicando seu funcionamento. Os investigadores também explanaram sobre o trabalho da Polícia Civil, e levaram os visitantes para conhecer a Lagoa da Pampulha.

De acordo com a delegada, esse tipo de trabalho pode mudar a vida das crianças e adolescentes. “Buscamos sempre estar próximos aos cidadãos. Participarmos deste tipo de ação é muito gratificante, pois estamos lidando com aqueles que são o futuro do nosso país. Assim, mostrar para eles como é a Polícia Civil, que estamos sempre dispostos a ajudá-los e protegê-los, além de podermos ser canal de potencial mudança em paradigmas, é maravilhoso", afirmou Rafaela Gigliotti.

Inclusão

A vice-diretora da escola e idealizadora do projeto, Raquel Neves Barbosa Passos, explica que a comunidade da qual faz parte os estudantes é de extrema carência e muitos deles nunca tinham ido a Belo Horizonte e muito menos conheciam o Mineirão.

“Temos crianças de extrema vulnerabilidade e esta ação que a Polícia Civil nos auxiliou a concretizar foi um marco em suas vidas. A alegria de estarem aqui, de comerem em um restaurante, conhecerem a Delegacia Móvel e a própria delegacia, estarem próximos aos policiais que os trataram com tanta atenção, só temos a agradecer”, relatou, emocionada.

O estudante Tiago Marques Botelho, 15 anos, se disse impressionado com a visita, não só ao estádio como também a Belo Horizonte, já que nunca tinha ido à capital mineira. “Foi bom sabermos mais sobre as profissões da Polícia Civil. Depois desta experiência pretendo estudar, fazer Direito e ser um policial”, afirmou.

Início

O trabalho social envolvendo a escola pública em Ipatinga teve início com a necessidade que as crianças tinham de possuir o documento de identidade para que pudessem viajar para uma visita a um programa de televisão.

O delegado regional, Helton Cota Lopes, esclareceu que a vice-diretora da escola procurou a delegacia e pediu ajuda. “A ação contou com a parceria da Associação Atlética Acadêmica da Faculdade de Direito de Ipatinga (Fadipa). Nos reunimos com o pessoal da Fadipa e começamos a trabalhar. Fizemos identidade para todos os alunos que ainda não tinham esse documento e levamos cidadania aquelas crianças”, contou.




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