16 de agosto, de 2017 | 07:30
Substância oleosa contamina solo em Santana do Paraíso
Grande volume do material está infiltrando no solo, há mais de uma semana, em um tradicional ponto de lançamento clandestino de resíduos
Alex Ferreira
Galões com substância oleosa foram jogados em lixão clandestino, em loteamento do Parque Veneza
Mais de 20 galões contendo uma substância oleosa similar a óleo de cozinha usado foram dispensados em um lote vago, na rua 4, alto do bairro Parque Veneza, em Santana do Paraíso. Grande volume do material está infiltrando no solo, há mais de uma semana, em um tradicional ponto de lançamento clandestino de resíduos. A reportagem do Diário do Aço esteve no local e registrou as imagens de mais um desrespeito à natureza.
Galões com substância oleosa foram jogados em lixão clandestino, em loteamento do Parque Veneza O comandante da 12ª Companhia da Polícia Militar Independente de Meio Ambiente e Trânsito, tenente PM Ednilson Caldeira, alerta que qualquer descarte de resíduos em local inadequado é ilegal e passível de sanções. Qualquer rejeito seja lixo doméstico, industrial, comercial, ou entulho de obras, não pode ser descartado em lotes vagos, acostamentos de rodovias ou em estradas. Isto é crime e cabem penalidades, de acordo com a gravidade da situação”, afirma o comandante.
O oficial informa que a pena para o descarte irregular de resíduos pode acarretar multas e até a reclusão para quem for identificado como responsável. De acordo com o artigo 54 da Lei 9.605/98, o lançamento de óleos ou substâncias oleosas, em desacordo com as exigências estabelecidas, pode gerar reclusão de um a cinco anos, além da multa arbitrada pelo Tribunal de Justiça”, enfatiza Ednilson.
Um dos riscos da exposição do material descartado diretamente na natureza é a contaminação do lençol freático. Em uma área próxima ao bairro, encontram-se nascentes que, com o passar do tempo, podem ser atingidas e prejudicadas. Muitas vezes, as pessoas não pensam que, ao deixar esta substância exposta, quando vier a chuva, há a possibilidade de contaminar um curso dágua”, ressalta o comandante.
Para o tenente Ednilson Caldeira, o cidadão precisa criar a noção de respeito à natureza. As pessoas precisam entender que não devem cometer o crime ambiental, não pelas sanções legais a que ficam sujeitas. Nós temos que entender que ações poluentes prejudicam a população e o planeta no qual vivemos”, ressalta.
Ednilson Caldeira acrescenta que a Polícia Militar do Meio Ambiente e Trânsito está sempre atenta aos crimes ambientais da região, e tem atuado ostensivamente as pessoas identificadas como responsáveis pelos danos à natureza. Temos feito o patrulhamento, realizando abordagens e efetuando autuações. O melhor seria que não houvesse infrações, mas cabe à polícia de meio ambiente essa tarefa de autuar os que não respeitam e não preservam”, afirma.
Quem presenciar algum crime ambiental deve denunciar à Polícia Militar de Meio Ambiente por meio dos telefones 190, ou 3825-7633 (exclusivo da PMMAT) ou pelo 181, com denúncia anônima. Indicamos que a pessoa denuncie no momento do ato contra o meio ambiente, para que possamos agir o mais rápido e o culpado seja devidamente responsabilizado”, conclui o comandante.
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Alex André
16 de agosto, 2017 | 19:14Gente eu trabalho com Frango Assado e toda a gordura que retiro das máquinas é coletada pela empresa Bio Gerais que funciona próximo ao Aeroporto de Ipatinga. Cada bombona dessa aí com 50 litros de óleo usado é trocada por detergentes ou sabão em pó, e a empresa faz a reciclagem do óleo. É só ligar que eles recolhem.”
Bruna
16 de agosto, 2017 | 18:05Absurdo! Infelizmente grande parte da população brasileira acha que, ao fazermos algo contra a natureza, o resultado não será contra nós. Na verdade, é tudo recíproco. Todos reclamam pela corrupção dos políticos, mas um ato como esse resulta na mesma ação. Corrupção de direitos, valores, honestidade, amor ao próximo, dignidade!
Ao final do bairro Cidade Nova, sentido aeroporto, a situação é parecida: descarte irregular de entulhos.
Triste que não possuímos leis mais rígidas voltadas ao meio ambiente.”