05 de agosto, de 2017 | 13:25
Fundação Renova detalha ações para recuperação da bacia do rio Doce
Ipatinga receberá recursos para investimentos em saneamento básico e tratamento de esgoto
O prefeito de Ipatinga, Sebastião Quintão, e o vice Jésus Nascimento, além de diversos secretários municipais, receberam na sexta-feira (4) um grupo de gerentes e analistas da Fundação Renova, que opera em diversas frentes, desde agosto do ano passado, para reparar e compensar danos causados pelo rompimento da barragem Fundão da mineradora Samarco, ocorrido em 5 de novembro de 2015, em Mariana.Divulgação
Os representantes da Fundação Renova foram recebidos pelo prefeito, o vice e vários secretários
Os representantes da Fundação Renova foram recebidos pelo prefeito, o vice e vários secretáriosO órgão foi criado a partir de um Termo de Transação de Ajustamento de Conduta (TTAC) firmado em março de 2016 entre a Samarco e suas controladoras, Vale e a mineradora anglo-australiana BHP Billiton, com os governos federal e dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo.
A avalanche de rejeitos que escapou da barragem em Mariana (MG) deixou o saldo trágico de 19 mortos, impactando ainda uma área de cerca de 650 quilômetros nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. A lama afetou especialmente a bacia do rio Doce, cujo curso encontra-se com o rio Piracicaba, em Ipatinga, na altura do bairro Castelo.
Monitoramento de água
De acordo com os técnicos, em decorrência do acidente ecológico de grandes dimensões, cuja amplitude das consequências ainda está sendo estudada, o Doce é hoje o rio mais monitorado do Brasil.
A Renova informa que estão em operação 22 estações de monitoramento, em 115 pontos de coleta no rio e no mar, com levantamento de indicadores ecotoxicológicos, biológicos (microbiológicos, plâncton, etc.), químicos (metais, oxigênio, etc.) e físico (turbidez, temperatura, vazão, etc.) Ainda, são acompanhados 156 quilômetros da faixa costeira no Espírito Santo, com monitoramento de tartarugas marinhas.
De acordo com o Gerente de Engajamento da Renova, William Sarayed Din, de um total de 39,2 milhões de metros cúbicos de rejeitos que escaparam da barragem de Fundão, 20,3 milhões de m³ ficaram retidos na Usina Hidrelétrica de Candonga, em Rio Doce-MG. Os outros 18,9 milhões de m³ seguiram o fluxo dos cursos dágua e chegaram ao mar em 22 de novembro de 2015.
42 programas
O gerente de Relacionamento Institucional da Fundação Renova, Marcelo Micherif Carneiro, informou que no momento são executados 42 programas socioeconômicos e ambientais na área da bacia do Rio Doce. Ele adiantou ainda que está sendo aberto um processo para seleção de 40 projetos educacionais voltados para revitalização da bacia, a serem implantados a partir de 2018.
Especificamente para Ipatinga, a Fundação Renova aprovou R$ 17,741 milhões em recursos para aplicação em projetos de saneamento básico e tratamento de esgotos, cujas áreas prioritárias estão sendo estudadas pela Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente por orientação do prefeito Sebastião Quintão.
Também participaram da reunião, nesta sexta-feira, no gabinete do prefeito, duas analistas da Fundação Renova: Maria Luciana Nazário Gonçalves, da área socioeconômica, que cuida de indenizações, e Berenice Braga, da área socioinstitucional, que mantém contato direto com as comunidades afetadas.
Acompanharam também a exposição feita pela Fundação Renova o secretário Executivo da Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Aço (AMVA), Albson Alvarenga, e os secretários municipais Gilmar Luciano Alves (Sesuma), Nilson Teixeira (Convivência Cidadã), Régis Carlos (Extraordinário) e o secretário Adjunto de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, Eduardo Villani.
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