Violas e violeiros de Ipatinga

Músicos e fabricantes podem ganhar status de patrimônio cultural de Minas Gerais

[imagemd13479] O município de Ipatinga, através da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, via Departamento de Cultura, está participando do inventário estadual de violas no Estado de Minas Gerais, que vai contemplar três artistas da cidade.

O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA) iniciou estudos visando reconhecer “o fazer e o tocar violas” como patrimônio cultural de Minas Gerais. Ipatinga conseguiu cadastrar dois violeiros, Sinval Francisco de Oliveira e Adão José Lourenço, conhecido como Romeu, e também um fazedor de violas, Francisco de Assis Vieira dos Santos.

O IEPHA orientou cada município a fazer o cadastro de seus violeiros e fazedores de violas (luthiers) como forma de preservar o patrimônio.

Para poder participar, os três artistas ipatinguenses responderam um questionário sobre a vida musical, como aprenderam a tocar o instrumento, o tempo que realizam esta atividade, onde compram ou constroem sua viola, o número de cordas, material utilizado para produzi-las etc.

Tocando e fazendo
Sinval Francisco de Oliveira e Adão José Lourenço tocam viola há mais de 30 anos e integram a Orquestra de Viola Caipira do Vale do Aço, que reúne ao todo 32 músicos.

A orquestra usa 13 violas, dois violões e uma percussão, entre outros instrumentos. O grupo trabalha com o resgate da cultura caipira e reúne em seu repertório o melhor da música sertaneja de raiz.

Secom/PMI


Francisco de Assis Vieira dos Santos toca e fabrica violas
Francisco de Assis Vieira dos Santos, por sua vez, é um dedicado luthier, aquele profissional que constrói, fornece manutenção e afina instrumentos musicais de corda.

Ele tem oficina na qual há dois anos produz violas, violões e cavaquinhos de forma artesanal. Francisco também toca a viola caipira. E conta que aprendeu a usar o instrumento sozinho, ainda com 12 anos de idade.

Artesanato x indústria
A viola é, por excelência, um instrumento musical típico do meio rural, sendo muito disseminada no país, sobretudo no sertão. As mais antigas são artesanais, feitas à mão.

Existem também as violas industriais, produzidas em série e vendidas a baixo custo, que vêm ganhando espaço considerável no mercado. Por isso, está cada vez mais raro encontrar os "fazedores de viola”, já que parece mais em conta para os usuários adquirir a opção industrializada.

O programa inventário estadual de violas no Estado de Minas Gerais é um incentivo à preservação do patrimônio cultural do Estado. Os municípios que preservam seu patrimônio e suas referências culturais através de políticas públicas relevantes fazem jus ao repasse de recursos.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: falecomoeditor@diariodoaco.com.br

Comentários

Juliano 18 de Novembro, 2017 | 14:27
Gostaria de saber se tem algum telefone pra entrar em contato com a orquestra de viola e se tem cd pra comprar.obrigado

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

ENVIE O SEU COMENTÁRIO