30 de julho, de 2017 | 09:30

Obras da MG-760 podem gerar cerca de 300 empregos, diz diretor

A Tamasa Engenharia S.A., vencedora da licitação de 2013, irá retomar os serviços, que foram paralisados no trecho entre Cava Grande e Santo Antônio da Mata

Arquivo DA
Ao todo, são cerca de 60 quilômetros entre o distrito de Cava Grande, em Marliéria, e São José do GoiabalAo todo, são cerca de 60 quilômetros entre o distrito de Cava Grande, em Marliéria, e São José do Goiabal
Após a Ordem de Serviço, assinada pelo governador Fernando Pimentel, para a retomada das obras de pavimentação da rodovia que liga as regiões do Vale do Aço e da Zona da Mata, a expectativa da população é que novos postos de trabalho, diretos e indiretos, sejam gerados, além de contribuir para o desenvolvimento da região.

A pavimentação da estrada está orçada em R$ 120 milhões, valor confirmado pelo governador. A Tamasa Engenharia S.A., vencedora da licitação de 2013, irá retomar os serviços, que foram paralisados no trecho entre Cava Grande e Santo Antônio da Mata. Ao todo, são cerca de 60 quilômetros entre o distrito de Cava Grande, em Marliéria, e São José do Goiabal.

Em entrevista ao Diário do Aço, o diretor da Tamasa, Marcos Miguel Reis Tavares, informou que as obras na MG-760 devem começar nesta semana que se inicia, dando continuidade ao serviço feito anteriormente. O canteiro de obras, instalado na saída de Cava Grande, está com o licenciamento ainda em validade, o que facilita a sua reativação. “Vamos levar os equipamentos para o local e iniciar os trabalhos com topografia no início da semana. Vamos continuar de onde paramos. O serviço que já foi executado não vai ser perdido. Vamos só fazer algumas intervenções onde precisam ser feitas e dar prosseguimento à terraplanagem”, afirma.

Segundo o diretor, como é uma obra que depende de várias etapas, ainda é preciso analisar quantos trabalhadores será preciso em cada uma delas para saber quando ocorrerão as contratações. “Vamos fazer mais reuniões ao longo dessas semanas para definir ainda quantos profissionais serão necessários nas próximas etapas, mas podemos dizer que um serviço desse tamanho vai exigir, aproximadamente, 300 funcionários ao longo de toda obra”, explica.
O diretor também adiantou as expectativas em relação ao número de trabalhadores indiretos que a obra deve ter como demanda. “De acordo com um dado nacional, para cada emprego direto, geram-se quatro ou cinco empregos indiretos em determinado serviço. Então, com base nessa média que, teremos esse acréscimo com as obras na MG-760”, destaca.

Conforme o diretor, a empresa tem como objetivo contratar profissionais da região, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do Vale do Aço. “Vamos dar preferência para região, não justifica levar funcionário de fora, de outras cidades, sendo que a região oferece qualquer tipo de profissional para atender a nossa demanda. Então, esse será o nosso objetivo”, ressalta.

Ordens de Serviço
A primeira ordem de serviço para a pavimentação da MG-760 foi assinada nos anos 1980, pelo então govenador Newton Cardoso. A obra parou após a estrada receber pontes e terraplenagem de ponta a ponta, já no ponto de receber o asfalto. Depois, Antônio Anastasia assinou, em 2013, a ordem para o atual contrato em vigor e que estava suspenso por causa de adequações ambientais. Na última quarta-feira (26), foi assinada a ordem pela terceira vez, pelo governador Fernando Pimentel, no Parque Estadual do Rio Doce, em Marliéria. Com tantas idas e vindas, a obra caiu no descrédito da maioria da população.


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