28 de julho, de 2017 | 16:18
Audiência Pública debate precariedade do Cemitério Municipal de Fabriciano
Conforme os moradores a precariedade do cemitério é antiga e essa situação se arrasta há anos, sem uma solução
Alex Ferreira
Vizinhos reclamam de problemas que se arrastam há muitos anos no cemitério Senhor do Bonfim
A Câmara de Vereadores de Coronel Fabriciano promoveu, esta semana, audiência pública para debater as atuais condições do Cemitério Municipal Senhor do Bonfim. A demanda foi levantada pela população, principalmente os moradores próximos ao cemitério, além dos funcionários da Escola Estadual Professor Francisco Letro, representados pela diretora Marilene Pimentel. Carência de espaço, problemas de ordem ambiental e muros em condições precárias são alguns dos vários problemas relatados. Conforme os moradores a precariedade do cemitério é antiga e essa situação se arrasta há anos, sem uma solução.
Vizinhos reclamam de problemas que se arrastam há muitos anos no cemitério Senhor do Bonfim A vereadora Carmen do Sinttrocel, responsável pela audiência, apresentou os principais problemas do local. O secretário de Governança Urbana, Planejamento e Meio Ambiente, Douglas Prado, falou de algumas das ações já realizadas para manutenção do campo santo, como limpeza, recolhimento de entulhos, poda e capina. Além disso, o secretário fez explanação sobre a proposta da prefeitura de retirar a Secretaria de Obras e Serviços Urbanos do local para ampliar o cemitério, construir um cinturão verde, beneficiando a escola e isolando o cemitério, e a construção de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) próximo ao viveiro. A proposta de mudança da Secretaria de Obras ainda será enviada à Câmara para discussão.
A audiência também contou com a presença da empresária Sonja Ione, que possui um cemitério particular na cidade e apresentou a situação da quadra de propriedade da prefeitura no local. Segundo a empresária, esses jazigos estão parados há cerca de quatro anos e precisam de manutenção. A população presente apresentou demandas e perguntas, que foram debatidas por todos.
A funcionária pública Aurea Costa, que enterrou sua mãe ano passado, no Cemitério Senhor do Bonfim, fez um apelo aos presentes. Nós temos que recomeçar, arregaçar as mangas e nos unir. Isso aqui é um desabafo, aqui é o começo de uma discussão e eu espero que tudo se resolva”, resumiu.
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