24 de julho, de 2017 | 17:21

Alta dos combustíveis já reflete no comportamento do consumidor

Representantes das redes de postos de combustíveis do Vale do Aço perceberam uma queda significativa das vendas

Fernando Lopes

Wôlmer Ezequiel
Após reajuste na tributação, combustíveis estão mais caros para consumidor finalApós reajuste na tributação, combustíveis estão mais caros para consumidor final
Os condutores dos veículos automotores sentem o impacto do aumento no preço da gasolina, diesel e etanol e retraem o consumo de combustíveis. O custo dos derivados líquidos teve elevação devido ao reajuste da alíquota PIS/Cofins, que saltou de R$ 0,38 para R$ 0,79 por litro da gasolina. Para o etanol, o acréscimo foi de mais R$ 0,20 e, para o diesel, R$ 0,21.

No primeiro fim de semana com os novos valores, representantes das redes de postos de combustíveis do Vale do Aço perceberam, no movimento e no caixa, uma queda significativa das vendas. Em rápida pesquisa, a equipe do DIÁRIO DO AÇO apurou que a média de preço do litro da gasolina em Ipatinga é de R$ 3,98, do diesel está em R$ 3,02 e, do etanol, em R$ 2,84.

A perspectiva para as próximas semanas ainda é incerta, mas tudo indica que os preços poderão ter um pequeno aumento, devido a fatores da economia mundial e interna. Um dos representantes dos postos de gasolina do Vale do Aço, Marco Magalhães, explica que, com a nova política da Petrobras, o reajuste acompanha as variações diárias.
“O preço dos combustíveis é revisado diariamente, seguindo a cotação internacional do barril de petróleo e a do dólar. Neste período, é verão no hemisfério norte e temporada de férias nos Estados Unidos, portanto, historicamente há um maior consumo de combustíveis. Já a variação do dólar é imprevisível, depende de questões políticas do país”, pontua.

Outro fator que pode colaborar com uma pequena elevação dos valores já reajustados, é um possível aumento da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-combustíveis), segundo o empresário. “Para reequilibrar as contas públicas há esta especulação do reajuste do Cide, que cai sobre a gasolina e diesel”, lembra.

Com o recente aumento e possibilidade de mais acréscimos, a saída é adotar estratégias para economizar o gasto com os combustíveis e permanecer com o orçamento familiar estável. O motociclista Charles Rodrigues, de 31 anos, afirma que é preciso repensar os hábitos em relação à utilização de veículos. “Antes de sair de casa tenho que planejar o trajeto direitinho para não gastar combustível à toa. Eu tenho carro, mas está parado na garagem, uso vez ou outra e volto com ele pro lugar. A moto é um pouco mais econômica, porém está ficando puxado também”, avalia.
Wôlmer Ezequiel
Mesmo de moto, Charles afirma que já começou a economizar combustível Mesmo de moto, Charles afirma que já começou a economizar combustível


Para Charles, não só os consumidores finais podem sair prejudicados, mas os donos dos postos também. “Creio que, com o aumento do preço dos combustíveis, alguns postos irão quebrar. É uma situação meio insustentável”, ressalta. O empresário Marco Magalhães destaca que a elevação não será boa para os negócios. “Para a revenda, isso é péssimo. Pois quanto maior o preço do produto, mais dinheiro em caixa eu terei que ter para cobrir e, no momento, ninguém quer ter mais custos”, salienta.

O dono de uma rede de postos ainda indica que pequenas altas não devem ter reflexos para os consumidores finais. “Devido a grande concorrência, o próprio mercado irá segurar os preços caso tenha um leve aumento. Esses do reajuste do PIS/Cofins foram demais e tivemos que repassar ao consumidor”, destaca.

Uma futura redução dos valores é praticamente descartada pelos empresários do ramo, uma vez que o imposto recebeu ajuste e, para retomar ao patamar anterior, seria uma situação improvável para o atual cenário do Brasil.
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Comentários

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Marcos Guimarães

24 de julho, 2017 | 22:46

“Balela, conversa fiada do Senhor Magalhães. Todos os donos de postos seguiram fielmente a cartilha do Governo e repassaram para os consumidores os preços do reajuste, tendo ainda os estoques abastecidos, ou seja, compraram no preço velho e revenderam no preço novo. Os EUA têm hoje o maior estoque do planeta, setecentos milhões de barris, ou seja, combustível para os próximos 25 anos consumindo a todo vapor. O problema é a ganancia de Brasília, um barril sem fundo. A desculpa são as famigeradas contas publicas, impagáveis. Mas existe um engodo por trás, pois o Rio de janeiro está quebrado, e onde está o dinheiro?
Conclamamos à todos que nos unamos, façamos greve. Vamos parar de comprar. Retirem o dinheiro aplicado nos bancos, vamos quebrar o Sistema.”

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