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24 de julho, de 2017 | 16:17

“A disputa entre acionistas deve ficar de fora da Usiminas”

Luiz Carlos Miranda afirma que é importante focar apenas nos trabalhos da Usiminas para que seja possível obter resultados positivos

Wôlmer Ezequiel
Luiz Carlos Miranda destacou que o crescimento da Usiminas contribui para o desenvolvimento social e econômico da região  Luiz Carlos Miranda destacou que o crescimento da Usiminas contribui para o desenvolvimento social e econômico da região
O representante dos trabalhadores e aposentados no Conselho de Administração da Usiminas, Luiz Carlos Miranda, reforça que o impasse entre os dois principais grupos acionistas da siderúrgica não pode prejudicar o lado operacional da empresa.

O conselheiro afirma que é importante focar apenas nos trabalhos da Usiminas para que seja possível obter resultados positivos, para não deixar o impasse entre a Nippon Steel & Sumitomo Metal Corporation (NSSMC) e a Ternium/Techint atrapalhar o crescimento da Usiminas. “Nos últimos quatro anos tivemos o melhor trimestre, dentro dessa crise, ainda. Isso é uma demonstração inequívoca da competência do atual presidente e da atual diretoria da Usiminas. Então, eu gostaria que o conflito entre japoneses e italianos não viesse para dentro da empresa, que o conflito ficasse entre eles para deixar a empresa trabalhar, porque os resultados estão aí”, pontua.

O conselheiro informou que, na sexta-feira (28), a Usiminas divulgará o resultado do segundo trimestre de 2017. “Eu acredito que serão bons resultados nesse segundo trimestre. Deve ser até o melhor nesses últimos quatro anos. Já na próxima semana, a partir do dia primeiro de agosto, a diretoria da empresa fará várias reuniões com as comunidades do Vale do Aço para informar os resultados e a situação da empresa, porque todos merecem saber disso”, resume.

Dívida
O conselheiro acrescenta que a Usiminas está em processo de negociação de dívidas com bancos internacionais, o que irá contribuir para a recuperação econômica da empresa, porém falta apenas um banco a aceitar as negociações, o banco estatal japonês Japan Bank for International Cooperation (Jbic). “Com a maioria dos bancos nós conseguimos fechar o acordo. Estamos agora na dependência dos japoneses. Então, só faltam 30% do total da dívida da Usiminas para ser negociada com esses bancos”, ressalta.

Para o conselheiro, buscar o crescimento da Usiminas é essencial, haja vista que a empresa é capaz de melhorar a situação econômica e social da região, desde que consiga atingir resultados positivos. “A Usiminas gera valores, emprego, renda e tranquilidade para as pessoas. Então, quando gera isso tudo, contribui para o desenvolvimento do Vale do Aço, e também até ajuda no combate à violência, ou seja, muda totalmente o quadro social da região”, explica.

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