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20 de julho, de 2017 | 17:59

Atlético demite Roger Machado. Diogo Giacomini já assumiu como interino

Bruno Cantini
Roger Machado tentou, em vão, organizar o time no jogo contra o Bahia  Roger Machado tentou, em vão, organizar o time no jogo contra o Bahia
A indignação da torcida do Atlético na Arena Independência, nessa quarta-feira, após a derrota diante do Bahia, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, decretou a demissão do técnico Roger Machado. Na tarde dessa quinta-feira, a diretoria anunciou a dispensa do treinador.

“Em reunião realizada na Cidade do Galo, entre o presidente Daniel Nepomuceno e Roger Machado, definiu-se que o treinador não continua no comando da equipe”, comunicou o clube.

As quatro derrotas em casa no Campeonato Brasileiro pesaram muito contra Roger Machado. O Independência, trunfo do Galo nos últimos anos, virou motivo de terror para a equipe. Foram apenas duas vitórias em oito partidas atuando como mandante no Brasileirão.

Roger foi anunciado pelo Atlético em novembro do ano passado. Ele iniciou os trabalhos no clube no início deste ano e teve como feitos a conquista do título do Campeonato Mineiro e a melhor campanha da primeira fase da Copa Libertadores. Em 43 jogos, foram 22 vitórias, 9 empates e 12 derrotas.

O Atlético agora tem pouco tempo para trabalhar em busca de um nome para o comando pensando nos jogos decisivos. Na próxima quarta-feira, às 19h30, o Galo decide sua vida na Copa do Brasil contra o Botafogo. Uma semana depois, o Alvinegro receberá o Jorge Wilstermann para definir o futuro na Copa Libertadores.

Conforme o presidente Daniel Nepomuceno, o auxiliar técnico da comissão fixa do Atlético, Diogo Giacomini, já assumiu o comando do time enquanto não é definido o nome do novo treinador. Ontem, o treinador interino começou a preparar a equipe para receber o Vasco da Gama, neste domingo.

Na avaliação do dirigente, o que preocupa no momento é a oscilação do time. “Acho o principal motivo a oscilação, não só o fato de perder em casa. A segurança de quando o time vai entrar em campo trouxe o maior desgaste. Não podemos fazer um tempo excelente contra o Flamengo e um tempo daquele contra o Atlético-GO. A responsabilidade não é só do treinador. É minha e dos jogadores por não encontrar soluções”, disse Nepomuceno.

O dirigente reconheceu a pressão por títulos. “Nós fomos vice da Copa do Brasil, vice do Brasileiro. Temos que levantar uma das taças esse ano. O tamanho do clube exige que você não oscile ou encontre o diagnóstico o mais rápido possível. Não gosto de replanejar, principalmente no meio da temporada. Essa demissão foi diferente das anteriores. Por toda a pressão que existe em cima do presidente, você tem que pecar pela ação, e não pela omissão”, concluiu Daniel Nepomuceno.
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