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07 de julho, de 2017 | 17:31

Hospital de Coronel Fabriciano inaugura ala de pediatria

Conforme o diretor técnico do hospital, a parte pediátrica do hospital terá 12 leitos disponíveis, dos quais seis serão de internação e o restante para observação dos pacientes

Wôlmer Ezequiel
Hospital tem nova identidade visual e novos serviços pela rede pública de saúde Hospital tem nova identidade visual e novos serviços pela rede pública de saúde
Uma solenidade no clube Casa de Campo, em Coronel Fabriciano, marcou a inauguração oficial do Hospital José Maria Morais, na manhã desta sexta-feira (7). Prefeitos dos municípios do Vale do Rio Doce, da Associação dos Municípios do Vale do Aço (AMVA), deputados, além de trabalhadores do hospital e familiares participaram do ato.

O diretor técnico do hospital, Dionísio Alves, informou que a principal novidade é a abertura da ala de pediatria, que ficou sem funcionar durante seis anos. “Hoje temos a abertura da clínica pediátrica. Em relação aos outros serviços, a unidade hospitalar já funciona desde junho com clínica médica, cirurgia, ortopedia e anestesia”, esclareceu.

Novos leitos
Conforme o diretor, a parte pediátrica do hospital terá 12 leitos disponíveis, dos quais seis serão de internação e o restante para observação dos pacientes.
A solenidade de inauguração do Hospital José Maria Morais reuniu dezenas de pessoas no clube Casa de CampoA solenidade de inauguração do Hospital José Maria Morais reuniu dezenas de pessoas no clube Casa de Campo

Além disso, o diretor também informa que o hospital contará com 74 leitos, cuja liberação está indefinida, no momento. “Ainda não estão liberados esses leitos porque a gente precisa do apoio do Governo de Minas Gerais para ter a mobília e para fazer o custeio. Não adianta o município abrir os leitos sem a previsão de custeio”, explica.

Corpo clínico
Dionísio Alves acrescentou que o contrato com o corpo clínico, que já prestava serviços no hospital, está na fase conclusiva. “No máximo em uma semana deve ser concluído o processo, mas já está bem avançado. Estamos aproveitando os médicos que já estavam no antigo hospital, são profissionais capacitados e que estão na aérea há muito tempo”, salienta.

Medicamentos
O prefeito de Coronel Fabriciano, Marcos Vinícius, informou que o estoque de medicamentos do hospital José Maria Morais já está normalizado. A falta dos insumos básicos foi a principal causa do fechamento da unidade, no fim do mês de maio, ao término do contrato com a antiga mantenedora. “Só de investimento nesses primeiros 30 dias foram cerca de R$ 500 mil. Agora não está faltando nada no hospital”, garante.

O prefeito também falou sobre o fornecimento de remédios nos postos de saúde de atenção primária: “Existe um problema na rede básica de uma falta de medicamento porque o cálculo de compra de medicamento para o município tinha sido feito nos seis últimos meses da gestão passada. Só que na gestão passada não tinha médicos nos postos de saúde. Hoje nós temos 50 médicos. Então, o que a gestão passada usava em seis meses a nossa gestão hoje usa em um mês. Mas nós já consertamos e vamos manter todo o fluxo”, afirma.

Repasses financeiros
Marcos Vinícius acrescentou que o município conta com ajuda do governo do estado, com recursos que permitem a reabertura e funcionamento do hospital. “Coronel Fabriciano tem um convênio de custeio de um milhão e 80 mil reais do governo do estado. A gente conseguiu também, por meio de um novo estudo, pactuar o aumento do teto financeiro da Programação Pactuada e Integrada (PPI). A soma é de 1,55 milhão de reais/mês. Em junho, foi feito um repasse e espera-se para os próximos dias um novo repasse. Com essa soma de recursos eu tenho certeza que a gente vai conseguir que o hospital nunca mais fecha as suas portas”, ressalta.
Acir José Silva, de 55 anosAcir José Silva, de 55 anos

Pacientes têm expectativa de melhoria no atendimento
Na portaria do hospital José Maria Morais, alguns pacientes que aguardavam atendimento afirmaram à reportagem do Diário do Aço que esperam melhorias a partir de agora. O lanterneiro Acir José Silva, de 55 anos, precisava de uma revisão no pé esquerdo, machucado com uma lesão ocorrida no dia 28 do mês passado. “Eu fui internado na quarta-feira e fui atendido bem, mas hoje estou esperando desde às 7h e o médico não apareceu para me atender. Mas melhorar, melhorou um pouco. Só esse atraso que irrita, porque a gente perde tempo aqui”, conta.

O aposentado Antônio Alves, 67 anos, que caiu e machucou o braço, joelho e nariz, aguardava por um médico ortopedista e fez uma avaliação sobre o hospital. “A gente ter esse hospital funcionando na nossa cidade é um benefício. Isso para nós é muito importante. Estou esperando há uns 25 minutos, já passei pela triagem e agora aguardo o médico ortopedista, que está em reunião. Não demorei para ser atendido na triagem, o máximo que fiquei esperando foi uns três minutos. Antes, tinha uma burocracia que fazia a gente esperar muito, além de ter um atendimento muito péssimo”, avalia.
Antônio Alves, 67 anosAntônio Alves, 67 anos



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