06 de julho, de 2017 | 17:30
Pesquisadores do Unileste publicam artigo sobre alerta ambiental no Rio de Janeiro
O estudo discute o uso do mercúrio como insumo em diversos produtos do cotidiano como pilhas, lâmpadas e termômetros
O artigo científico Metal Mercúrio como uma ameaça para o meio ambiente e a saúde humana: uma revisão sobre sua ocorrência, aplicações, toxicidade e mitigação” foi selecionado para apresentação oral no II Congresso Luso-Brasileiro de Segurança e Saúde Ocupacional e Ambiental nesta sexta-feira (7), no Rio de Janeiro. O artigo é resultado da elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso da universitária Ana Paula Carvalho, de Engenharia Ambiental e Sanitária, com orientação da professora Marluce Teixeira Andrade Queiroz, do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste).O estudo discute o uso do mercúrio como insumo em diversos produtos do cotidiano como pilhas, lâmpadas e termômetros. Porém, por ser tóxico, o uso do metal se torna uma ameaça para a saúde humana e para o equilíbrio da vida nos ecossistemas, o que torna os novos estudos e trabalhos de revisão sobre esse metal e seus mecanismos de bioconcentração e bioacumulação extremamente importantes para a segurança socioambiental.
Disponibilizar para a comunidade científica os resultados do TCC por meio da apresentação e publicação de um artigo técnico, em um evento da importância do II Congresso Luso-Brasileiro de Segurança, Saúde Ocupacional e Ambiental 2017 (SsOA), é extremamente significativo em minha vida acadêmica. Acredito que é uma forma de contribuir para a conscientização e o alerta ambiental, de saúde ocupacional e segurança pública, sobre as questões que envolvem o mercúrio, relevância do monitoramento em áreas vulneráveis, e estimular ações governamentais para banir esse elemento, ainda muito presente no cotidiano, dos processos e produtos industriais”, comenta a estudante Ana Paula.
A professora Marluce Teixeira Andrade Queiroz, pesquisadora e coautora do projeto, ressalta que a produção acadêmica mostra a relação com os mecanismos de controle da poluição debatidos em sala de aula. O Ministério do Meio Ambiente destaca que, devido aos efeitos ao meio ambiente e à saúde, países do mundo inteiro vêm desenvolvendo ações a fim de minimizar os riscos oriundos da utilização de mercúrio, o que culminou na assinatura da Convenção de Minamata sobre Mercúrio, em 2013. Nesse sentido, o Brasil vai de encontro aos esforços internacionais para suavizar os potenciais danos causados pelo mercúrio e trabalhos, como esse auxilia para a formação da consciência crítica em relação ao problema”, finaliza a docente.
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