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06 de julho, de 2017 | 17:18

Sinsep aguarda resposta da prefeitura sobre reajuste salarial

Divulgação
Servidores da prefeitura de Timóteo podem entrar de greve Servidores da prefeitura de Timóteo podem entrar de greve
Os servidores municipais de Timóteo aguardam o posicionamento do governo municipal a respeito da correção dos salários este ano. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Timóteo (Sinsep), Israel Arcanjo, afirmou, em entrevista ao Diário do Aço, que até agora não houve nenhum avanço com a prefeitura sobre o reajuste salarial dos servidores. “Desde o início do ano nos reunimos várias vezes com a prefeitura, mas até agora não tivemos nenhum avanço e nenhuma resposta. Temos como proposta obter um reajuste salarial de 10,36% para compensar a perda que tivemos ao longo dos anos”, destaca.

Conforme o presidente, a última reunião com a administração municipal serviu apenas para a prefeitura apresentar um novo valor para o vale alimentação. “Recebemos e rejeitamos essa proposta de receber um valor uniforme de R$ 165 em vale alimentação, sendo que a maioria dos servidores já ganha R$ 160. Nessa reunião, também decidimos manter o estado de greve do Sinsep, que está em vigor desde o mês passado. Estamos também com indicativo de greve geral, que deverá ser discutido na próxima semana. Aí, a partir disso, os servidores podem deflagrar greve por tempo indeterminado, a qualquer momento”, ressalta.

Falta de verba
O presidente aponta o número de contratados na prefeitura como uma das possíveis razões para a alegada falta de condições para oferecer um reajuste salarial, devido ao valor total de despesas que eles geram à administração municipal. “Só para se ter uma ideia, a prefeitura possui 170 cargos comissionados e 660 contratados. Olha a diferença de um para outro. Acredito que o motivo de a prefeitura não ter verba é devido a esse número de contratados”, reitera.

Outro ponto questionado pelo presidente é a afirmação da prefeitura de que não possui verba, contrastando com a realidade da arrecadação de um valor significativo neste ano. “Só nos primeiros cinco meses, a prefeitura arrecadou cerca de R$ 70.740.000. Como que eles alegam não ter verba para oferecer um reajuste salarial, sendo que já arrecadaram tudo isso?”, questiona.

O outro lado
A assessoria de Comunicação da Prefeitura de Timóteo disponibilizou, ao Diário do Aço, a ata da última reunião entre representantes do Sinsep e da administração municipal. A assessoria enfatiza a existência de um diálogo permanente e avanço nas negociações. “Desde o início da gestão, o governo mantém os compromissos em dia com os servidores. O funcionário público é tratado com respeito e prioridade”, afirma.

Na ata consta a negociação do reajuste do vale alimentação para o funcionalismo. “O secretário de administração, Fábio Azevedo, apresentou a proposta do reajuste do vale alimentação dos servidores, com base nos salários pagos, almejando beneficiar as pessoas que recebem salários menores, o que corresponde a 57% de todo o funcionalismo. Com base nos estudos realizados, afirmando a impossibilidade por ora, de universalização. Propôs a redução de quatro faixas hoje existentes, para duas faixas”, informa.

A administração municipal também confirma que o presidente do Sinsep recusou essa oferta de redução de faixas, que seriam baseadas no salário do servidor, e insistiu na universalização do valor do vale alimentação. “O senhor Israel dos Passos explanou que, não sendo universalizado o valor do vale alimentação e não havendo progresso na negociação neste sentido, a proposta da administração não é viável. E reiterou o estado de greve dos servidores”, acrescentou o secretário.

O sindicato defendeu, na reunião, o vale no valor de R$ 180 a todas as faixas salariais. Já a prefeitura ofertou R$ 165. Não houve acordo entre as partes.
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