04 de julho, de 2017 | 17:19
Campanha A fome bate à nossa porta” recolhe doações
O sind-Ute e Sintserpi se mobilizam e recorre à solidariedade humana para minimizar a situação, solicitando donativos como cestas básicas e remédios
Com o objetivo de recolher doações para aposentados e pensionistas do serviço público municipal em Ipatinga, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute), subsede de Ipatinga, e o Sindicato dos Servidores Municipais de Ipatinga (Sintserpi), realizam nesta quarta-feira (5), panfletagem na porta da prefeitura. O ato ocorrerá às 18h, horário de saída dos servidores da sede da prefeitura e da Câmara Municipal, e divulgará a campanha A fome bate à nossa porta”. Na sexta-feira, dia 7, a categoria retornará ao local para recolher as doações.O lançamento da campanha ocorreu no dia 29 de junho. Na ocasião, os aposentados ocuparam a prefeitura. Vestidos de preto, em símbolo de luto, soltaram balões com palavras de ordem e voltaram a lembrar a situação de penúria que ora enfrentam. A campanha também pede apoio às entidades empresariais e estabelecimentos comerciais de Ipatinga.
Desde o ano passado sem receber os valores que recebiam como complementação de aposentadoria, os inativos viram sua situação financeira agravar-se nos últimos meses. Empréstimos bancários, planos de saúde e até mesmo pensão alimentícia tornaram-se um tormento nas contas domésticas, afirma a direção do Sind-Ute. Diante da gravidade, a categoria se mobiliza e recorre à solidariedade humana para minimizar a situação, solicitando donativos como cestas básicas e remédios, para atender àqueles que já não conseguem mais se sustentar.
Mais informações sobre a campanha e como doar pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone 3822-2640. Caso já haja disponibilidade para alguma doação, pode ser entregue na subsede do Sind-Ute, localizada na rua Teresópolis, número 235, bairro Veneza, Ipatinga.
Entenda
O pagamento das complementações aos aposentados e pensionistas da prefeitura de Ipatinga é alvo de uma ação em que é questionada a legalidade do benefício, criado em 1994, sem a instituição do fundo previdenciário. O benefício custa mensalmente cerca de R$ 5 milhões, pagos a cerca de 2.500 servidores aposentados. O mérito ainda será julgado.
Em 22 de fevereiro, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais acatou o pedido de liminar em uma ação movida em 2016 pela então prefeita Cecília Ferramenta, considerando procedente o questionamento. Depois disso, a Justiça da Comarca de Ipatinga entendeu que a suspensão prevista na liminar vale apenas para as aposentadorias concedidas a partir do mês de abril e determinou que a Prefeitura de Ipatinga pague as complementações devidas até então.
Também é aguardada a discussão e votação, na Câmara Municipal, de um projeto de lei para criar o Regime Próprio de Previdência dos Servidores de Ipatinga, com a devida criação do fundo previdenciário.
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