01 de julho, de 2017 | 00:07
Seap demite 44 agentes contratados na penitenciária de Ipaba
Quase 50 funcionários que prestam serviços na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho foram pegos de surpresa ao receberem a informação do desligamento
A Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) confirma que todos os agentes penitenciários contratados estão sendo substituídos por concursados no sistema prisional mineiro. E a medida já chegou à Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba. O rompimento de contratos é realizado de acordo com a Lei 18.185 de 2009. O número máximo de agentes penitenciários, assim como todos os servidores do Estado, tem um limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal”, explica.
Quase 50 funcionários que prestam serviços na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho foram pegos de surpresa nesta quarta-feira (28), ao receberem a informação do desligamento por motivo de vencimento de contrato, com a substituição por funcionários aprovados em concurso público.
Nesta sexta-feira, a redação do Diário do Aço foi procurada por um agente que tem 23 anos de serviços prestados como contratado. Ele confirmou que 44 colegas, residentes em Ipaba, e todos com mais de 20 anos de dedicação ao presídio, foram desligados de suas funções, sem direito a uma justificativa.
O desligamento, além de deixar pais de famílias desempregados, provavelmente prejudicará, de forma direta ou indireta, o comércio local, causando danos na economia ipabense e tirando o sossego de quem precisa trabalhar para garantir o sustento da família”, desabafou um dos agentes.
O agente ouvido pela reportagem acrescentou que existe o temor que mais funcionários sem concurso sejam demitidos nos próximos dias.
Chegaram uns 100 agentes efetivos. Se não houver mudanças na lei do contrato, mais 50 vão para rua. Os agentes que chegaram são todos novatos, sem experiência, enquanto os dispensados tinham até 23 anos de trabalho. Além disso, a defasagem já era tanta, que os 100 que chegaram não serão suficientes para atender a demanda toda. Atualmente a penitenciária está entupida, com cerca de 1.300 presos. É um caos, se comparada à situação de cinco anos atrás, quando menos de 400 presos sentenciados ocupavam a unidade prisional, que já foi modelo de recuperação de pessoas em Minas Gerais”, detalha o agente.
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Sebastião
01 de julho, 2017 | 18:34Onde está o partido dos trabalhadores, o bom?”