Você realmente sabe o que é a depressão? Ou ainda a vê como uma doença boba e irrelevante?
02/07/2017 às 21:57
A depressão, tal como é conhecida, manifesta-se através da melancolia em excesso, assim como a angústia, ansiedade, desânimo e desinteresse, entre outros sintomas. O indivíduo que se encontra depressivo muitas vezes não percebe a doença no início, apesar da dor e sofrimento que sente. Por isso é muito importante à atenção e o cuidado de quem está próximo ao perceber algum comportamento diferente.
Talvez um dos maiores problemas da doença seja a falta de conhecimento: quantos de nós já nos pegamos julgando alguém que se diz depressivo? E dizemos: “Ah, mas ela vai a festas”, ou: “Mas ele trabalha e estuda, não é depressivo”. Essas afirmações são cada vez mais comuns quando tratamos desse assunto. Logo, a pessoa depressiva é vista como preguiçosa ou até mesmo dramática.
Infelizmente a depressão só é vista como problema ou como algo que mereça atenção quando já está no estágio mais avançado. Estar depressivo não é ficar em uma cama sem vontade de se alimentar ou fazer suas necessidades básicas, esse seria um dos estágios da doença. Estar depressivo é realizar suas atividades normais, mas estar doente da mesma forma, ou seja, não é apenas uma besteira.
Reconhecer que está doente e que precisa de ajuda é um dos passos fundamentais para o tratamento. E sim, depressão tem cura, e não é contagiosa. E para que haja a cura é necessário amor, tratamento, cuidado e atenção. Nesse momento, familiares e amigos tornam-se mais do que fundamentais no processo da cura. Somos humanos, falhamos, sentimos, sofremos e estamos sujeitos a enfrentar situações delicadas nas quais precisaremos de ajuda e apoio. Por isso, vença o medo, esqueça os julgamentos, se ajude e ajude a quem precisa.
E para esclarecer um pouco mais sobre esse assunto tão importante e presente, conversamos com o psicólogo Maurínio Alexandre, um bate papo muito interessante e que com certeza abrirá espaço para que o conhecimento mais uma vez possa salvar vidas.
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