24 de junho, de 2017 | 10:42
Futuro incerto
Com um time quase todo reserva - só Rafael Carioca começa de titular -, o Galo (16º, 10 PG) vai a Chapecó encarar a Chapecoense (10º, 13 PG), que levou um sapeca Iaiá” de 5 x 1 do Flamengo na última rodada e, é claro, quer agora a reabilitação.Após o novo vexame em casa na última quarta-feira, quando só empatou com o fraco Sport Recife em 2 x 2, multiplicou-se a busca por explicações para a má fase da equipe alvinegra, considerada uma das favoritas ao título antes do início da disputa.
Torcida, dirigentes, jogadores, comissão técnica e até uma boa parte da imprensa querem encontrar os motivos para este fracasso retumbante no limiar da disputa.
No meio de tantos pontos sem nó, a verdade ou o x” da questão é mais simples do que se supõe: a diretoria atleticana apostou em jogadores experientes e caros, mas que não conseguem acompanhar o ritmo frenético do nosso calendário, com jogos um atrás do outro, por isso se machucam tanto e não rendem o esperado.
Por sua vez, os jogadores jovens, que poderiam entrar na equipe e dar o equilíbrio necessário por conta da má fase coletiva, não conseguem se firmar, valendo-se então de alguns poucos brilharecos de Cazares, Otero, Elias e do oportunismo do artilheiro Fred.
Na próxima quinta-feira (29) haverá o primeiro jogo de mata-mata contra o Botafogo, pelas quartas de final da Copa do Brasil, um adversário dos mais perigosos, muito certinho e bem dirigido por Jair Ventura, que tem tirado leite de pedra.
Logo adiante virá o primeiro confronto de mata-mata das oitavas de final na Copa Libertadores, contra o boliviano Jorge Wilsterman, um adversário fraco, mas que, em razão do momento técnico péssimo vivido pelo time alvinegro, não há como deixar de ser pessimista em relação à sequência nas duas competições.
Sem noção
Ninguém entendeu direito porque no meio da semana o técnico Mano Menezes resolveu poupar quase todo o time titular - somente Caicedo e Fábio começaram jogando -, alegando cansaço dos principais jogadores, sendo que o clube só disputa no momento uma competição, este Campeonato Brasileiro, pois as quartas de final da Copa do Brasil ainda nem começaram.
As consequências foram desastrosas, pois com a derrota de 1 x 0 para a Ponte Preta, em Campinas, a quarta na competição, o clube caiu para o 12º lugar, com 11 pontos ganhos, quando poderia ter entrado no G-6 com uma vitória simples.
O Cruzeiro também completou o terceiro jogo sem vitória no Brasileiro, o que incomoda bastante em qualquer clube grande, por isso é que uma vitória hoje contra o Coritiba, no Mineirão, passou a ser bem mais do que uma obrigação, mas também necessidade absoluta.
O Coritiba tem um time modesto, com investimento muito inferior ao do Cruzeiro, mas neste inicio de disputa surpreende realizando uma campanha fora da sua curva, que é não ser rebaixado, ocupando a 5ª colocação, com 15 pontos ganhos, e por isso todo cuidado ainda será pouco.
Neste domingo, o grande jogo da 10ª rodada do Brasileiro será disputado na Arena Grêmio, que vai receber o líder Corinthians, um ponto apenas à frente do tricolor gaúcho. Não há favorito, mas sim, uma ligeira vantagem gremista por jogar em casa, com o apoio da torcida. Haverá um tira-teima entre o melhor ataque do Brasileirão, o do Grêmio, com 23 gols em nove jogos, mais de dois por jogo, contra a melhor defesa, a do Corinthians, com apenas cinco gols sofridos, menos de um por partida.
Neste Campeonato Brasileiro, dois treinadores chamam a atenção por suas atitudes impróprias e inconsequentes. Um deles é Mano Menezes, do Cruzeiro; e o outro é Rogério Ceni, no São Paulo. Além do excesso de reclamações contra a arbitragem, expulsões etc, os dois ainda se envolveram em lances hilários há algumas rodadas, atrapalhando os jogadores adversários que iam cobrar o lateral. Era só o que faltava.
Quem nos acompanha aqui na coluna ou pela Rádio Vanguarda sabe o que pensamos sobre os nossos técnicos professores”. Acho que, além de passar lições de futebol aos jogadores, seus alunos”, eles deveriam passar também lições de educação e comportamento decente no campo. Mas não é isso que acontece no mundo todo, aí incluído, principalmente o nosso país.
Então, não me surpreende nem um pouco ver a quantidade de faltas maldosas, reclamações exacerbadas, gestos grosseiros, fingimentos, simulações e cotoveladas que se repetem nos nossos campos. Tão comuns que quase não se fala mais disso. É como se isso não tivesse importância nenhuma na qualidade do espetáculo. Ninguém liga.
Normalmente nossa arbitragem é ruim, mas este ano a coisa piorou de tal jeito que não vi, ainda, um jogo nesta temporada, em qual competição for, sem uma lambança dos juízes, bandeirinhas, auxiliares ou assistentes. O discurso da direção de arbitragem da CBF é um, de austeridade, posições firmes e obediência rigorosa às regras, mas na prática ocorre tudo ao contrário.
A malandragem” continua solta, regulando as atitudes dos jogadores no campo e até as dos técnicos à beira dele. Agora, como já vimos, eles se acham no direito de atrapalhar jogadores adversários que vão bater laterais ali por perto.
A bem da verdade, com honrosas exceções, a mídia esportiva tampouco liga para a questão da ética nos jogos de futebol. Não está nem aí. Enquanto isso, aos poucos, como quem não quer nada, sem querer querendo, voltamos a assistir aquele cerco de reclamação aos árbitros, de forma covarde, por parte dos jogadores, a cada marcação certa ou errada. Enfim, a CBF e sua comissão de arbitragem nem isso conseguem resolver. (Fecha o pano!)
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