19 de junho, de 2017 | 16:35
Sem regularidade
Jogo apenas razoável, mas o importante foi o Atlético ganhar os três pontos em uma vitória meio inesperada sobre o São Paulo, no Morumbi, por 2 a 1. O placar sugere e foi mesmo um jogo equilibrado, com mais erros do que acertos dos dois lados.E que revela, mais uma vez, o que se tornou uma característica comum dos nossos times grandes ou pequenos neste Brasileiro, a falta de regularidade e consistência, sem um padrão de jogo que possa chamar de seu.
Bom mesmo foi a volta do equatoriano Cazares, autor de um belíssimo gol no início da partida, que desarticulou o time são-paulino e deu confiança ao time atleticano.
Outro ponto positivo foi o retorno de Luan, que entrou no segundo tempo e cuja presença, por si só, dá novo ritmo à equipe, obrigando os seus companheiros a se mexerem também, como ele faz o tempo todo. Desta vez os erros individuais da mal arrumada defesa atleticana não foram tão gritantes ao ponto de comprometer o resultado como nas partidas anteriores.
Sobre o jogo de ontem à noite entre Cruzeiro e Grêmio, no Mineirão, que fechou a 8ª rodada, prometia fortes emoções. Aos gaúchos, a vitória valeria a liderança isolada da competição. O Cruzeiro caiu quatro posições no início da rodada, indo parar na 14ª colocação, com 10 pontos ganhos, e poderia subir dez posições, chegando ao 4º lugar, se vencesse por dois gols de diferença.
Silêncio preocupante
Infelizmente o fato que marcou o fim de semana ocorreu fora de campo, em Curitiba, a capital paranaense, onde jogaram e empataram em 0 x 0, domingo de manhã, o então líder, o Corinthians, versus Coritiba.
Um grupo de marginais vestidos com uniformes do Coxa praticou mais um ato de violência, barbárie e ignorância, agredindo um torcedor corintiano, que só não foi morto porque um valente torcedor coxa impediu que o massacre fosse consumado.
O problema se torna mais grave ainda porque não vejo mais o sentimento de indignação diante de cenas tão violentas e desumanas, assistidas complacentemente pelas autoridades do nosso país. Parece que o silêncio da população e das entidades civis se dá muito em razão da quantidade de escândalos que pipocam todos os dias envolvendo os políticos, o que torna as pessoas impotentes, como se estivessem hipnotizadas, sem forças sequer para reagir.
Da CBF não se pode esperar nada mesmo. Mas as nossas autoridades não poderiam ficar assim, de braços cruzados, sem adotar as medidas que comprovadamente deram certo em outros países, onde este tipo de violência - causada sempre por uma mesma minoria, curiosamente chamada de torcida organizada” - foi resolvido.
Começou a Copa das Confederações, na Rússia, com alguns bons jogos. No entanto, o que mais chamou a atenção foi o uso da tecnologia, empregada em diversos lances para dirimir as dúvidas. No empate entre Portugal e México, um gol dos nossos patrícios foi anulado de forma correta.
Mas, no finzinho do primeiro tempo de Chile x Camarões, um gol chileno foi anulado e houve controvérsias. É preciso entender que o uso da tecnologia não garante a exclusão definitiva do erro, pois o futebol é muito complexo, mas pelo menos vai reduzir a um nível tolerável as enormes injustiças até então registradas no esporte mais popular do planeta.
Quando li a notícia, pensei logo que seria bom demais para ser verdade. O empresário Emílio Brandi poderia ser candidato único e de consenso à presidência do Cruzeiro, que foi comandado pelo seu tio, Felício Brandi, durante 22 anos, tornando-se para muitos cruzeirenses o melhor na história do clube.
Conheci o Emílio através do saudoso comentarista da Rádio Vanguarda, Aloysio Martins, que trabalhou com Felício no Cruzeiro e era seu amigo particular. A família não teria concordado com a candidatura, que por conta disso não decolou.
Algumas declarações após a vitória do Atlético, no Morumbi, me deixaram intrigado. O velho discurso de que todo êxito obtido pelo Galo tem de ser com sacrifício e sofrimento...”, dito por Rafael Moura, autor do gol da vitória. E o técnico Roger Machado, mais uma vez pondo a culpa no excesso de jogos do calendário brasileiro, ao grande número de contusões, queda de rendimento da equipe etc.
No primeiro caso não tem de ser assim, não pode ser e não deve assim, pois quem gosta de sofrer é masoquista. No segundo, tudo bem, mas se a diretoria não tivesse contratado tantos medalhões trintões, o que dá ao time atual uma incrível média de 32 anos de idade, certamente não haveria tantas contusões e o desgaste físico do elenco não traria tantos problemas como agora.
Mas tem coisa bem pior ainda no São Paulo, onde o técnico-aprendiz, Rogério Ceni, justificou assim a não escalação do uruguaio Lugano contra o Galo: - Ele não teria velocidade para acompanhar Robinho”. Hummm! Pela forma física atual do ex-rei das Pedaladas, dá para imaginar que este Lugano está mais para um Master Sub-50. (Fecha o pano!)
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