Sabemos que morrer é tão natural quanto nascer, mas será que encaramos dessa forma? Infelizmente a morte ainda é vista como um tabu em nossa sociedade. Não queremos falar sobre ela, sobre como gostaríamos que fosse nosso velório, se queremos ser cremados, ou que doem nossos órgãos. Muitos até pensam que por falar nela, de certa forma, estamos a chamando para perto. A verdade é que não é assim, falar sobre a morte nos faz dar significado à vida, nos faz refletir como estamos vivendo e nos lembra que somos finitos e precisamos valoriza-la a cada dia.
É muito importante lembrar que quando tratamos a morte como tabu, ignoramos outros assuntos que são associados a ela, como a doação de órgãos, sendo às vezes impedida pela família por não saber ao certo se aquele era um desejo de seu ente querido. Ou talvez, um simples desejo de uma roupa, uma música, uma cremação ou uma flor especial em sua despedida. Da mesma forma que temos autonomia em vida, queremos ter a liberdade de escolher sobre nossa morte, queremos que nossas vontades e desejos sejam respeitados, independente de qual contexto estejamos inseridos. E só poderemos ter essa liberdade se falarmos sobre morte em nosso dia a dia.
E então porque não falamos sobre? E já que não a podemos evitar, por que não melhoramos nossa convivência com ela? E para conversar com a gente mais uma vez, foi que convidamos as psicólogas Tallita Franchinni e Tamara Andrade, uma conversa bem enriquecedora que nos levara a uma boa reflexão. Que tal conferir um pouco sobre o que rolou? Dúvidas? Sugestões? Perguntas? Deixe nos comentários!