12 de junho, de 2017 | 18:15

Em meio à crise hospitalar, obras da UPA em Timóteo estão paralisadas

A unidade foi projetada para disponibilizar 12 leitos de observação e capacidade de atender até 300 pacientes por dia

Enviada por leitor
As obras de construção da UPA em Timóteo foram paralisadas em novembro do ano passado As obras de construção da UPA em Timóteo foram paralisadas em novembro do ano passado
Após o Hospital Márcio Cunha, em Ipatinga. Um leitor de Timóteo alerta que, no cenário de crise, um importante equipamento está com obras paradas, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) – Porte II em Timóteo.

Localizada na avenida Monsenhor Rafael, bairro Primavera, a obra está tomada pelo mato e cercada por um tapume. A unidade foi projetada para disponibilizar 12 leitos de observação e capacidade de atender até 300 pacientes por dia. Se estivesse em funcionamento, seria um alívio nesse momento da crise hospitalar.

Conforme as informações na placa em frente à unidade, os investimentos totalizam R$ 2.646.756,90, tendo como data de início em seis de março de 2014; e de entrega do serviço em cinco de agosto de 2015. A Engecel Construções e Serviços foi a vencedora da licitação para executar a obra.
Localizada na avenida Monsenhor Rafael, bairro Primavera, a obra está tomada pelo mato e cercada por um tapumeLocalizada na avenida Monsenhor Rafael, bairro Primavera, a obra está tomada pelo mato e cercada por um tapume

Segundo o engenheiro civil da Engecel Construções e Serviços, José Guerini, faltam cerca de 30% para conclusão das obras da unidade. “Precisamos agora só de colocar portas, janelas, fiação elétrica, pintar a parte de fora, etc. Isso tudo deve gastar uns 90 dias para finalizar”, informa.

Falta de recurso
Conforme o engenheiro, a obra só não foi entregue devido à falta de recurso por parte da Prefeitura de Timóteo, que ainda aguarda o pagamento do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbano (IPTU) da Aperam South America. “Já conversei com o prefeito Geraldo Hilário e ele está bem ansioso para concluir a obra da UPA, ainda mais que é médico. No entanto, o prefeito não está com a verba necessária para pagar a finalização da obra. Ele só terá esse dinheiro quando a Aperam pagar o IPTU. Ao todo, falta cerca de R$ 1,3 milhão para pagar os gastos restantes”, esclarece.

Paralisação
O engenheiro também afirma que, desde novembro do ano passado, as obras já tinham sido paralisadas, mas mesmo assim, a empresa deixou alguns pintores e vigias no local para tomar conta da unidade. No dia 21 de fevereiro deste ano, o engenheiro decidiu enviar uma carta para a Secretaria de Obras de Timóteo, informando sobre a paralisação temporária do serviço a partir do dia 24 de fevereiro. “O motivo que nos leva a tomar esta decisão é a falta de pagamento dos serviços realizados no período após o pagamento da 10ª medição, que foi no dia primeiro de setembro de 2016, última parcela do convênio com o Ministério da Saúde”, detalha.
A data de entrega do serviço era para cinco de agosto de 2015A data de entrega do serviço era para cinco de agosto de 2015

Na carta, o engenheiro também avisa que a prefeitura será responsável por manter vigias na unidade, já que a construtora não iria mais bancar o serviço de vigilância por conta própria, para evitar a ação de vândalos.

Em nota, a Secretaria de Saúde, informa que a obra foi encontrada já paralisada, quando o atual governo assumiu o município. Acrescenta que, em março deste ano, foi feita uma proposta de conclusão da obra, em 17 meses e a posição do governo federal é aguardada. O secretário da Saúde, César Luz, alega que as dificuldades financeiras do município encontradas pela atual gestão, impedem a conclusão da obra antes deste prazo.

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Comentários

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Maria Helena Cotta

13 de junho, 2017 | 09:56

“Não falta recurso. Falta responsabilidade com a vida. Senhor prefeito, que gosta de ser chamado de DOUTOR, corte os cargos de confiança de sua gestão e invista na conclusão da UPA. Pronto. Falei.”

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