12 de junho, de 2017 | 16:35
Mudou de lado
A pressão sobre o treinador agora mudou de lado, recaindo toda sobre o técnico do Atlético, Roger Machado, depois da derrota vergonhosa para o Vitória, até então o lanterna do Brasileiro, em Salvador.Até a sexta rodada ter início, no fim de semana, quem estava com a corda no pescoço era o treinador do Cruzeiro, Mano Menezes, em razão das duas derrotas consecutivas para Chapecoense e Bahia, mas ele ganhou uma sobrevida ao vencer o Atlético/GO, por 2 x 0, no Mineirão, com dois gols do artilheiro Ábila.
Era tudo o que ele precisava. Além de subir na classificação, 6º colocado com dez pontos (sem computar o jogo de ontem à noite entre Grêmio x Bahia), ganhou uma sobrevida, pode respirar mais aliviado e se preparar com tranquilidade para o difícil confronto, amanhã, em São Paulo, contra o líder Corinthians, embalado por cinco vitórias consecutivas.
Que o atual elenco do Cruzeiro é mediano todos nós sabemos, mas as contusões de titulares importantes, como Arrascaeta, Rafael Sóbis, Robinho, Manoel, Ezequiel e, novamente, o zagueiro Dedé, complicaram bastante o trabalho do treinador, impedindo a evolução da equipe.
O que não pode continuar é essa teimosia de Mano Menezes em deixar de fora da equipe titular o argentino Ábila que, mesmo assim, tem sido decisivo e se tornou o artilheiro da equipe na temporada.
Caminho errado
O Atlético tomou novamente o caminho errado, como nos anos anteriores, onde de tropeço em tropeço contra times candidatos ao rebaixamento, acabou perdendo o título nacional. Desta vez, perdeu de 2 x 0 para o fraco Vitória que, mesmo jogando em sua casa, na capital baiana, seria um adversário a ser abatido, devido à diferença de investimento e qualidade técnica dos elencos favoráveis ao time alvinegro.
Até o técnico, Roger Machado, reconheceu a atuação pífia, incompatível com o nível da equipe alvinegra, que não vem correspondendo dentro de campo, ocupando agora a 16ª colocação, com apenas 6 pontos ganhos. Uma lástima!
Mesmo que tenha tido por motivos diversos, incluindo os muitos desfalques, sobretudo na defesa, é inadmissível o futebol apresentado até agora pelo Galo, o pior desde o início da era Roger Machado, que não dá sinais evidentes de possuir meios para reverter a situação.
Pior é que, dentro de poucos dias, terá pela frente a fase de mata-mata nas oitavas de final da Copa do Brasil, onde vai enfrentar uma antiga asa negra da sua vida, o Botafogo, e a Libertadores, cujo sorteio para saber qual será o seu adversário nas oitavas de final acontece amanhã.
A sexta rodada do Brasileirão, sem contar o jogo de ontem à noite do Grêmio com o Bahia, no Sul do Brasil, teve 29 gols e média de público de quase 16 mil pagantes por jogo. O Corinthians segue como destaque, invicto e na liderança, com 16 pontos, depois da quinta vitória seguida, desta vez sobre o rival São Paulo, por 3 a 2, com mais de 42 mil torcedores em Itaquera, onde jogará contra o Cruzeiro, nesta quarta-feira.
Só o Santos venceu como visitante, ao derrotar o Atlético Paranaense por 2 a 0 e deixá-lo na lanterna. Dos cariocas, só o Vasco venceu, outro 2 a 1, no Sport. O Flamengo empatou pela quarta vez em seis jogos, agora com o Avaí, 1 a 1. Três dos favoritos, Palmeiras, Flamengo e Galo, continuam muito abaixo do que deles se esperava antes do início da competição. Fazem parte da segunda página da classificação, o Verdão em 13º, o Mengão em 15º e o Galo em 16º. Muito pouco para quem gastou tanto dinheiro na montagem das equipes.
Além da má qualidade da maioria dos jogos, mesmo ele sendo a nossa competição mais importante, o Campeonato Brasileiro também se notabiliza até agora pela má qualidade da arbitragem. Toda rodada tem um, vários, muitos lances polêmicos, onde as decisões dos assopradores de apito quase sempre são equivocadas. No empate de 1 a 1 entre Flamengo e Avaí, além do péssimo futebol das duas equipes, também houve uma péssima arbitragem.
O jogo ficou parado por cerca de cinco minutos, enquanto o árbitro e seus auxiliares discutiam se houve mesmo o pênalti marcado, de Éverton, contra o Flamengo, nos instantes finais. Ao menos para mim, o pênalti existiu, embora o comentarista de arbitragem da Globo, o ex-árbitro Paulo César de Oliveira, tenha dito que a decisão final de voltar atrás e não dar a penalidade tenha sido correta. De qualquer maneira, foi uma cena ridícula e lastimável, que demonstra o baixo nível da atual arbitragem nacional. (Fecha o pano).
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