07 de junho, de 2017 | 09:09

O homem e os pensamentos

Logosofia

Já comprovamos mil e uma vezes que o homem é alheio a tudo quanto acontece na esfera mental do mundo; não no que diz respeito aos fatos que ocorrem e que, de uma maneira direta ou indireta, afetam o gênero humano, pois negar isto seria absurdo, mas sim. ao porquê de tais fatos e as causas que determinam as situações que diariamente são criadas para ele e para o mundo. Não sabe, ou resiste a admiti-lo, apesar das afirmações da experiência, que a espécie humana foi posta num mundo onde imperam os pensamentos.

Por algo o Criador o dotou de faculdades e órgãos apropriados para serem exercitados no vasto campo mental. Por algo foram criadas nele aptidões psicológicas que o habilitam a nutrir sua alma com a fertilidade do saber. Por algo existe nele uma consciência que regula seus movimentos volitivos e morais, modera os excessos e estimula as belas e nobres ações. Em sua luta diária, por algo deve enfrentar problemas que só pode resolver com sua mente. Não obstante, é tendência habitual não atribuir à mente humana sua verdadeira função e importância.

Enquanto o homem continuar indiferente e não se convencer de que os pensamentos são forças que atuam no mundo, dentro e fora de seu ser, não poderá se emancipar jamais da ação direta ou indireta deles sobre sua mente, já que eles são, de certo modo, os participantes mais ativos de todos os seus movimentos internos, conscientes ou inconscientes, influenciando seu ânimo e intervindo, de forma decisiva, em cada um dos passos que dá em qualquer direção e para qualquer fim.

Infeliz do homem que prefere se enganar, crendo-se dono absoluto de seus pensamentos e de seus atos! A crônica diária nos mostra quão errônea é essa atitude de desprezo em relação a toda tentativa de modificar seu conceito.

“Não irei esta noite ao teatro”, pensa o homem. Vem-lhe, porém, um pensamento à mente, recordando-lhe uma peça interessante que vai estrear; busca o jornal para se informar a que horas começa e, esquecendo o que pensou primeiro, vai solícito, levado pelo pensamento que influenciou seu ânimo, sentar-se na plateia, como se nada tivesse acontecido.

“A partir de hoje não farei mais isso”, diz aquele que, como o jogador, o alcoólatra etc., cai na armadilha do vício; mas os pensamentos afins voltam, com maior violência, a excitá-lo e induzi-lo a continuar na mesma vida. “Não sou capaz de matar uma mosca”, exclama o bom homem que, um dia, num arrebato de indignação, ergue a mão e mata quem o ofendeu.

Mas... seria a razão a que atua em cada uma destas circunstâncias? Ou talvez a consciência? Ou o sentimento? Admitamos, então, que são os pensamentos quem impera no mundo mental em que vivemos. Se não nos preparamos para buscá-los, descobri-los e dominá-los, não seremos outra coisa senão joguetes de suas hábeis manobras, e nessas condições não poderemos esperar nunca o desfrute de uma verdadeira felicidade.

Do Livro Coletânea da Revista Logosófica - Tomo 1 – Gonzáles Pecotche. Avenida Antonieta Martins de Carvalho, 10 – Timirim – Timóteo/MG – CEP 35.180.300. Tel. 31-3849-1550 – E-mail – [email protected]. Visita à sede às segundas-feiras de 20h às 22h. Visite o site: www.logosofia.org.br.
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