02 de junho, de 2017 | 10:23
Manifestantes fecham ferrovia em Periquito
Protesto pede agilidade nas indenizações por danos sofridos com poluição do rio Doce, depois de catástrofe da mineração da Samarco
Os atingidos pela lama no Rio Doce, gerada depois da catástrofe ambiental na área da Samarco/Vale/BHP, em Mariana, fecharam a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), na manhã dessa sexta-feira, no município de Periquito.Divulgação
Protesto começou na manhã desta sexta-feira e moradores de Periquito querem resposta de fundação que cuida de indenizações por danos provocados por catástrofe da mineração
Protesto começou na manhã desta sexta-feira e moradores de Periquito querem resposta de fundação que cuida de indenizações por danos provocados por catástrofe da mineração Os manifestantes ocuparam os trilhos da EFVM na parte da manhã, desde as 8h30 às 12h. Segundo o que foi acordado entre os moradores e responsável da Fundação Renova, responsável pelo atendimento aos atingidos pelo desastre, será realizado no dia 9 (sexta-feira) o plantão social para atualização e padronização dos cadastros. Os moradores serão atendidos na Câmara Municipal de Periquito, de 9h às 17h. O plantão foi confirmado pelo colaborador Bruno Fernandes, do setor de Diálogo Social da Fundação. Em seguida, estes registros ficarão sob a responsabilidade da comissão de indenização.
O protesto contra com apoio do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e são coordenados pelo vereador Juninho do Nereu. Como a estrada foi liberada ao meio-dia, não houve atrasos na viagem do trem de passageiros da Vale.
A Fundação Renova, contratada pela Samarco para cuidar da gestão do caso deverá se pronunciar, ainda hoje, sobre a reivindicação dos moradores de Periquito.
Os populares informaram ao Diário do Aço que decidiram fechar a passagem na EFVM em Periquito, com a exigência de solução dos problemas causados em decorrência do desastre ambiental com o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, na área de mineração da Samarco, que tem como sócias a Vale e a BHP Billiton. Há mais de 60 dias, moradores da comunidade de Pedra Corrida, em Periquito, também fizeram suas reivindicações.
O vereador Juninho do Nereu (PCdoB) explica que o processo indenizatório, pelos danos decorrentes da poluição no rio Doce, que abastecia a cidade de Periquito, não está na mesma etapa para todos os moradores afetados pelo desastre.
Temos diversas situações em Periquito. Existe morador que fez o cadastro, mas até hoje não foi chamado para fazer o questionário; outros possuem o questionário, mas o terreno ainda não passou pela perícia técnica; e há os que concluíram todo o processo e não foram solicitados para o recebimento da indenização. Precisamos de respostas efetivas da Samarco e Fundação Renova em relação aos moradores diretamente atingidos”, destaca.
O vereador informa que um escritório da Fundação Renova, responsável pelo atendimento aos atingidos pelo desastre, foi aberto na cidade dia 25 de maio. Foram contratados dez funcionários, mas sempre que precisamos eles falam para ligar no disque 0800 da Fundação. Fica um jogo de empurra por parte deles”, salienta Juninho.
Outro ponto levantado no manifesto desta sexta-feira é sobre a qualidade da água de poços artesianos no município. Pouco antes do rompimento da barragem, a água distribuída para a cidade era captada no Rio Doce e tratada pela Copasa. Após o desastre, a Samarco perfurou poços artesianos, mas segundo relatos a água possui alto nível de ferro.
Até hoje as águas dos poços e cisternas não são mais as mesmas. Elas possuem uma coloração de ferrugem, gosto e cheiro forte, mesmo a água tratada. Precisamos de um empenho da empresa e da Prefeitura de Periquito para melhorar essa situação que atinge toda a cidade”, revela o vereador Juninho. Os organizadores da manifestação não informaram o prazo de interdição da via.

Resposta
Em nota, a Fundação Renova, entidade que está à frente das ações de reparação dos danos ambientais causados pela lama da Samarco, informa que mantém seu compromisso de atender todas as pessoas impactadas pelo rompimento da barragem.
Especificamente em Periquito, a Fundação Renova informa que iniciou em maio o atendimento para a indenização por danos gerais, que é destinado a pessoas e micro e pequenas empresas que tenham sofrido perdas materiais referentes às suas atividades econômicas, em consequência do rompimento da barragem.
"Esse é o caso de pescadores, agricultores e comerciantes, por exemplo. Para o recebimento da indenização por perdas relacionadas aos danos gerais, a pessoa tem que ter passado obrigatoriamente pelo cadastramento integrado. A partir do cadastro, as equipes da Renova entram em contato com os moradores para atendimento", informa a nota.
Ainda conforme a Renova, logo após o rompimento, foi realizado um primeiro cadastro emergencial para atender as pessoas impactadas. "Desde de outubro de 2016, a fundação iniciou um novo cadastro integrado, com informações sociais e econômicas mais detalhadas. A primeira etapa de cadastramento, que foi finalizada em março deste ano, contemplou todos que passaram pelo cadastro emergencial, além das pessoas que se manifestaram até o dia 30 de outubro de 2016".
A renova informa que, a partir desses dados, estão sendo definidas indenizações, ações de reparação e integração das pessoas aos programas previstos pela Fundação. A previsão é de que as indenizações das pessoas elegíveis dessa primeira etapa de cadastro sejam finalizadas em 2017. A segunda etapa do cadastro integrado já começou no início de abril e vai atender as pessoas que se manifestaram de 31 de outubro de 2016 a 30 de março de 2017. A ideia é que, com essa segunda etapa de cadastro, praticamente todas as pessoas, que se consideram impactadas, sejam cadastradas pela Fundação.
Qualidade da água
Em relação à reclamação da população sobre a água que abastece a cidade, a Fundação Renova informa que trabalha na recuperação ambiental dos impactos do rompimento da barragem de Fundão e os resultados dessas ações vêm sendo observados ao longo do rio. "Atualmente, a qualidade da água do rio Doce é, em sua maior parte, similar ao que era observado antes do rompimento da barragem de Fundão e está apta para o consumo da população após tratamento".
"Ações compensatórias estão em andamento, como a disponibilização de recursos para que os municípios invistam em sistemas de tratamento de esgoto e destinação de resíduos sólidos. A recuperação de 5 mil nascentes e 47 mil hectares áreas vegetação, nos próximos 10 anos, também irão contribuir para a melhoria da qualidade da água dos rios impactados".
Por fim a nota informa que a Fundação Renova realiza o monitoramento da água em laboratórios de referência acreditados pelo Inmetro. Amostras de água são coletadas diariamente ao longo do Rio Doce para garantir que a água esteja nos padrões estabelecidos pelos órgãos competentes. A Fundação fez também a perfuração de dois poços artesianos, um em Periquito e outro em Pedra Corrida, como fonte alternativa de água.
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Márcio Bidi Pezão
02 de junho, 2017 | 14:17HÁ ALGUM PROJETO DE LEI TRAMITANDO OU JÁ VOTADO EM ALGUMA DAS CÂMARAS DE VEREADORES DAS CIDADES QUE FORAM ATINGIDAS PELA LAMA DE MINÉRIO ???QUE DÊ ALGUM SUPORTE JURÍDICO PARA QUE A POPULAÇÃO POSSA FAZER VALER OS SEUS DIREITOS !!! OU NÃO É PARA FACILITAR A VIDAS DOS CONTRIBUINTES QUE OS POLÍTICOS SERVEM ??? E PARTE DESSES CONTRIBUINTES ESTÃO DENTRO DO TREM DE PASSAGEIROS E ALGUNS DEPENDENDO DO BAIRRO QUE MORA SAIU DE CASA DE MADRUGADA PARA EMBARCAREM NO TREM E ALGUNS ATÉ SEM DINHEIRO SÓ COM A PASSAGEM !!!OU O DIREITO NÃO SÃO IGUAIS PARA TODOS ???POIS TODOS NOS TEMOS QUE NOS SUJEITAR AS LEIS SEJA ELAS FEDERAIS,ESTADUAIS ,OU MUNICIPAIS POIS NINGUÉM SEJA PESSOA FÍSICA OU JURÍDICA ESTÁ ACIMA DA LEI !!!!!”