01 de junho, de 2017 | 18:13

Moradores do Periquito anunciam interrupção de linha férrea

A população reivindica soluções dos problemas causados em decorrência do desastre ambiental com o rompimento da barragem de Fundão

Reprodução: Facebook
No dia 24 de março, moradores da comunidade de Pedra Corrida interditaram a linha férreaNo dia 24 de março, moradores da comunidade de Pedra Corrida interditaram a linha férrea
Nesta sexta-feira (2), os moradores do município de Periquito realizaram interdição na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). A população reivindicou soluções dos problemas causados em decorrência do desastre ambiental com o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, na área de mineração da Samarco, que tem como sócias a Vale e a BHP Billiton. Há mais de 60 dias, moradores da comunidade de Pedra Corrida, em Periquito, também fizeram suas reivindicações.

A manifestação recebe o apoio do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e de autoridades da cidade. O vereador Juninho do Nereu (PCdoB) explica que o processo indenizatório não está na mesma etapa para todos os moradores afetados pelo desastre.

“Temos diversas situações em Periquito. Existe morador que fez o cadastro, mas até hoje não foi chamado para fazer o questionário; outros possuem o questionário, mas o terreno ainda não passou pela perícia técnica; e há os que concluíram todo o processo e não foram solicitados para o recebimento da indenização. Precisamos de respostas efetivas da Samarco e Fundação Renova em relação aos moradores diretamente atingidos”, destaca.

O vereador informa que um escritório da Fundação Renova, responsável pelo atendimento aos atingidos pelo desastre, foi aberto na cidade dia 25 de maio. “Foram contratados dez funcionários, mas sempre que precisamos eles falam para ligar no disque 0800 da Fundação. Fica um jogo de empurra por parte deles”, salienta Juninho.

Outro ponto levantado no manifesto desta sexta-feira é sobre a qualidade da água de poços artesianos no município. Pouco antes do rompimento da barragem, a água distribuída para a cidade era captada no Rio Doce e tratada pela Copasa. Após o desastre, a Samarco perfurou poços artesianos, mas segundo relatos a água possui alto nível de ferro.

“Até hoje as águas dos poços e cisternas não são mais as mesmas. Elas possuem uma coloração de ferrugem, gosto e cheiro forte, mesmo a água tratada. Precisamos de um empenho da empresa e da Prefeitura de Periquito para melhorar essa situação que atinge toda a cidade”, revela o vereador Juninho. Os organizadores da manifestação não informaram o prazo de interdição da via.
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Comentários

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Gil

02 de junho, 2017 | 23:44

“Isso aí tem q descer o cacete é nesse povo q acha q correr atrás do seus direitos tá errado e outra vereador bom tem q ser assim pegar uma causa e lutar por ela por mais difícil q seja...”

Liliane Periquitense

02 de junho, 2017 | 13:10

“O povo tem que correr atrás dos seus direitos sim e não estamos colocando aqui questões politicas e sim o direito do povo
Se a comunidade fosse mais unida seria bem melhor porque a união faz a força ...
O povo tem que receber pelo que perdeu siim
A policia tem que baixar o cacetete e nesses vagabundos safados que tenta prejudicar o trabalho dos outros”

Edson Valadares

01 de junho, 2017 | 19:13

“Tem que cortar este povo no coro. Não tem o que fazer e um vereadorzinho de merda, vem com conversa fiada, junta meia duzia de gatos pingado e diz que vai paralizar a estrada de ferro. A Policia tem baixar o cacetete, para acabar com esta palhaçada.”

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