24 de maio, de 2017 | 06:33
Colunista pede demissão de revista depois de grampo telefônico de Andrea Neves
Em telefonema grampeado com a irmã de senador, ele chamou o conteúdo de uma reportagem de capa sobre Aécio Neves de "nojento"
O colunista Reinaldo Azevedo pediu demissão da revista Veja nesta terça-feira (23) após a divulgação do áudio de uma conversa grampeada com Andrea Neves na qual ele faz críticas à publicação por uma capa contra Aécio Neves e a irmã do senador afastado.
Andrea, que está presa desde o dia 18, apanhada na delação de um dos donos da JBS/Friboi, entrou nesta terça-feira, no Supremo Tribunal Federal, com pedido de relaxamento de sua prisão.
Leia trechos da conversa entre o colunista e Andrea Neves:
Andrea Neves - Agora, que está acontecendo na Veja, o que o pessoal fez
Reinaldo Azevedo - Ah, eu vi. É nojento, nojento. Eu vi.
Andrea Neves - Assinaram todos os jornalistas e vão pegar a loucura desse cara para esquentar a maluquice contra mim.
Reinaldo Azevedo - Tanto é que logo no primeiro parágrafo, a Veja publicou no começo de abril que não sei o que, na conta de Andrea Neves. Como se o depoimento do cara endossasse isso. E ele não fala isso.
Andrea Neves - Como se agora tivesse uma coleção de contas lá fora e a minha é uma delas.
Reinaldo Azevedo - Eu vou ter de entrar nessa história porque já haviam me enchido o saco. Vou entrar evidentemente com o meu texto e não com o deles. Pergunto: essas questões que você levantou para mim, posso colocar como se fosse resposta do Aécio?
Andrea Neves - Nós mandamos agora para a Veja uma nota para botar nessa matéria.
Reinaldo Azevedo - Não quer mandar para mim também?
Andrea Neves - Mando.
Em nota, o colunista admite que criticou a revista para a qual trabalhava, que divulgou sobre contas mantidas no exteriorpara abastecer o caixa 2 de Aécio Neves.
Reinaldo também afirma que "não sou investigado; a transcrição da conversa privada, entre jornalista e sua fonte, não guarda relação com o objeto da investigação; tornar público esse tipo de conversa é só uma maneira de intimidar jornalistas; em qualquer democracia do mundo, a divulgação da conversa de um jornalista com sua fonte seria considerada um escândalo. Por aqui, não".
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Reinaldo Vieira Cardoso
24 de maio, 2017 | 07:58Bom se ele fala que ouvir uma conversa de um jornalista é crime, imagina ouvir uma presidente, onde não havia nada de milhões nem de propina, somente uma carta de nomeação. Agora estão provando da mesma moeda. Bom demais, imagina que pra tirar a Dilma, tentou se de tudo, e por ultimo umas tal pedaladas, agora estamos diante de gravaçoes com malas de centenas de milhares de reais, e ate agora não vi ninguém nas ruas do movimento Fiesp, nas ruas pedindo fora Impostor Temer.”