23 de maio, de 2017 | 17:14

Mulheres assumem luta contra retirada de direitos na Usiminas e no Sindipa

Com faixas de protesto e distribuindo panfletos, uniram-se para exigir que sejam implantadas políticas específicas de valorização da mulher

Divulgação
Mulheres fazem campanha pela Chapa 2, contra a retirada de direitos e a falta de valorizaçãoMulheres fazem campanha pela Chapa 2, contra a retirada de direitos e a falta de valorização
As mulheres assumiram a condição dos seus companheiros sindicalistas e foram à luta contra a retirada de direitos e a falta de valorização da categoria na Usiminas, Usiminas Mecânica e empreiteiras, e também no Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga e Região (Sindipa). Na madrugada desta terça-feira (23), elas ocuparam as principais portarias da Usiminas. Com faixas de protesto e distribuindo panfletos, uniram-se para exigir que sejam implantadas políticas específicas de valorização da mulher no movimento sindical, na sociedade e no mercado de trabalho. A eleição para a escolha da diretoria no Sindipa será nos dias 30 e 31 de maio e 1º e 2 de junho. Duas chapas disputam o pleito.

“Decidimos protestar a favor de todos os trabalhadores, porque eles não têm voz com esse sindicato que está aí”, diz uma das manifestantes que preferiu não se identificar. O movimento, que começou bem cedo, reuniu mulheres, irmãs, mães, companheiras e amigas dos metalúrgicos. Elas disseram que a mobilização não teve a participação dos trabalhadores.

Reajuste de salário, pagamento da PLR, melhores condições de trabalho e flexibilidade no horário de turno são as propostas que, segundo elas, serviram de motivação para se colocarem na linha de frente dessa disputa.
Operadora de Produção, Dinusa Ferreira integra a mobilização na portaria Operadora de Produção, Dinusa Ferreira integra a mobilização na portaria

Reivindicações
O pedido geral dos familiares é pelo direito à reivindicação e condições humanizadas de trabalho e de carreira, além de reajustes salariais compatíveis com a inflação, um prejuízo acumulado nos últimos quatro.

Na opinião dos trabalhadores, o movimento na portaria da Usiminas é legítimo por se tratar de uma iniciativa das mulheres. As manifestantes lembraram que a Chapa 2, aliás, é a única a implantar a paridade na sua diretoria. Nestas eleições contam na chapa com duas mulheres, a Operadora de Produção, Dinusa Ferreira Pinto, e a Operadora de Produção I, Elaine Elio Silva Rocha, que têm representatividade nas empresas, fato que demonstra o compromisso com as demandas das mulheres trabalhadoras.

“Temos sim que discutir o papel das mulheres na vida da empresa. É uma questão de superar a desigualdade e ser contra a opressão que nós sofremos cotidianamente no mundo do trabalho, como o assédio moral, e na sociedade. Essa não é uma luta só de mulheres, é uma luta de todas as mulheres trabalhadoras”, disse Dinusa Pinto, candidata a Secretária de Saúde Assistencial pela Chapa 2 nas eleições do Sindipa. Dinusa critica o fato da mulher trabalhadora não ter tempo para cuidar da sua família em função da tripla jornada de trabalho. “Temos que ser tratadas com respeito”, declarou.

Outra apoiadora dos trabalhadores reclamou da queda na renda familiar nos últimos quatro anos. “Há quatro anos meu marido não recebe correção salarial e há três anos não vem recebendo a PLR. Nossos filhos estão crescendo e as despesas também. A principal renda da nossa família é o salário dele, que já não compra tudo que precisamos para ter uma vida digna”, reclamou a manifestante.

Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Sebastião

23 de maio, 2017 | 17:48

“As lutadores, têm conhecimento econômico, por quê foram retirados os benefícios?
A empresa, está deficitária; não é melhor conciliar o emprego, com a espera de melhora?
Tenho parente engenheiro, técnico, profissional mecânico e elétrico, à procura para entrar
no mercado de trabalho, e não estão encontrando oportunidades. Por quê, não lutar contra
quem destruiu a nação, roubando assustadoramente? Os políticos.”

Envie seu Comentário