16 de maio, de 2017 | 09:57
Lactobacillus na prevenção e tratamento do câncer intestinal como terapia complementar
Márcia Souza Freitas Alvernaz
Um dos primeiros trabalhos publicados na História da Medicina sobre como o sistema imunológico pode auxiliar na cura do câncer colorretal foi realizado pelo cirurgião e oncologista Dr. Willian Coley, em 1898, e de lá para cá, inúmeros trabalhos têm sido feitos comprovando a eficácia da imunoterapia no combate do câncer.Até o presente ano, mais de 17.000 trabalhos foram publicados mostrando que o sistema imunológico tem, sim, um papel importantíssimo no tratamento oncológico. Um dos trabalhos mais importantes foi um artigo de revisão do Departamento de Imunologia e Doenças Infecciosas e Departamento de Genética e Doenças Complexas em Harvard, publicado na revista Science, em 2015, onde demonstrou-se que a ativação do sistema imunológico com o uso de lactobacilos permite um prognóstico de cura muito maior quando comparado com as terapias tradicionais isoladas.
Nestes trabalhos, os lactobacillus da família helveticus, rhamnosus e paracasei tem uma ação imunomoduladora, reduzindo o desenvolvimento tumoral, diminuindo o processo inflamatório tecidual e ativando o sistema de defesa. Pacientes com a microbiota escassa, ou seja, indivíduos que têm um número bastante reduzido de bactérias ativadoras do sistema imune têm 20% a mais de chances de desenvolverem câncer de intestino.
Alergias alimentares, deficiência de vitamina D e fatores genéticos são as principais causas de disbiose intestinal (desequilíbrio da microbiota). Como orientação, sugiro a identificação dos sintomas relacionados à disbiose, como distensão abdominal, flatulência fétida, diarreias ou constipação crônica, cefaleia com náuseas e rash cutâneo.
Os alimentos mais envolvidos nas alergias alimentares são o leite de vaca, amendoim, trigo e frutos do mar. Sempre oriento meus pacientes sintomáticos a retirarem estes alimentos de sua dieta por 15 dias e observarem a melhora dos sintomas relacionados à disbiose e reinoculação de lactobacillus específicos para cada clinica, porque isto pode determinar a proteção contra uma das doenças mais comuns no mundo moderno: o câncer colorretal.
* Diretora clinica da Integrative Núcleo Brasil de Medicina Integrativa e Funcional. Formada pela UFMG em 1998, especializou-se em ginecologia e obstetrícia pela FHEMIG em 2001. Pós-graduada em Ultrassom Ginecológico e Obstétrico; em medicina integrativa; em medicina funcional e gerenciamento do envelhecimento saudável; e em gestão e mercado no Instituto Caprone. Fez inúmeros cursos na área da Medicina Integrativa, como Nutrição Funcional, Termografia Médica, Avaliação Biofísica, Medicina Esportiva, Homeostase Hormonal, Câncer, Workshops etc.
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